30 de out de 2013

Brotando no ar dentro da terra: Feijão Moyashi

Parece mágica! E deve ser mesmo... rs

Lindos Feijões Moysahi!

Imagine que você fará um buraco no quintal. Depois, cobrirá o fundo do buraco com um tecido limpo e por cima colocará, cuidadosamente, feijão moyashi (que já passou pelo início do processo de germinação no ar... clique aqui para saber como).

brotos de Feijão moyashi como fazer

Cubra as sementes com um outro tecido. 


Depois, coloque folhas secas por cima e deixe os feijões germinados quietinhos lá dentro do buraco... 

Pode irrigar com pouca água no terceiro ou quarto dia (tem que ser pouca água, senão pode fungar).


Depois de 7 dias, o moyashi se transforma em brotos no ar dentro da terra!



Olha que luxo!
brotos de feijão moyashi

ATENÇÃO:

O tamanho ideal é brotado no ar... sem as duas folhas verdes e antes da semente começar a ficar com a potinha rôxa... pois, nesse momento ele começa a ficar tóxico. Prestem atenção! Quando os brotos perdem a vitalidade... mudam o cheiro, a coloração fica amarelada, consistência pegajosa... Não coma!

Se aparecerem fungos, não coma. Não deu certo.

Caso isso ocorra, lembre-se de esterilizar os tecidos que você utilizou para fazer a brotação do feijão dentro do buraco, senão eles comprometerão as próximas tentativas desta germinação tão interessante.


NÃO TENTEM FAZER COM OUTROS TIPOS DE FEIJÕES, pois são TÓXICOS. O único feijão que comemos em forma de brotos no ar é o Moyashi.

26 de out de 2013

Agroecologia pra quê?

Muito se fala sobre Agroecologia... Pouco se aprofunda sobre o assunto nas mídias sociais e demais  canais de informação pública.

Para nós, a atual função da Agroecologia é devolver a sensação de pertencimento e Unidade com o fluxo da Vida.
Aline limpando canteiros para re-vitalização da Horta-Jardim
Cobrindo os canteiros com palhas de capim para alimentar o solo, proteger do vento e das chuvas, manter a umidade e
contribuir para organização da diversidade de vida invisível que mora na terra.
Compreendemos que produzir alimentos é produzir VIDA, é perceber a realidade flexível do Planeta em que vivemos. Neste contexto, Agroecologia é a oportunidade de aprendizado para que possamos voltar a nos relacionar com o mundo como um ser vivo e a con-viver com demais formas de vida, de modo harmonioso e gentil.
Da combinação entre solo, sementes e água nasce uma explosão de vida produtiva: 
alimentos, plantas medicinais e riqueza de matéria orgânica... 

Princípios ecológicos ensinam como a vida se organiza há 4,6 bilhões de anos no planeta... Estamos em uma REDE interdependente e interligada de vida. 

Eis que nasce uma flor. A abelha precisa da flor para fazer o mel. A flor precisa da abelha para ser polinizada. Um dia a flor se transforma em fruto. O pássaro precisa se alimentar do fruto. O vegetal precisa que os animais comam seus frutos para poder espalhar suas sementes. A semente precisa da chuva. A chuva precisa que a semente se torne uma planta para poder aparar sua descida do alto do céu, escorregar pelas folhas para não machucar o chão e descer para as profundezas da terra para alimentar nascentes.

A natureza só existe porque é biodiversa. Quanto maior a diversidade de vida, maior a capacidade de um sistema vivo se adaptar às mudanças e se re-generar. É esta capacidade de auto-transcendência que torna a vida criativa. Os ciclos vitais ensinam sobre flexibilidade e impermanência. Há ciclos nas águas, nos minerais, na reprodução, nos alimentos e na morte como experiência de transformação, de modo que VIDA É MOVIMENTO... incessante e criativo do retorno às origens.

Quando relacionamos estes princípios com o contexto da produção de alimentos, entendemos que só há razão para cooperar com a dinâmica que torna a existência possível no planeta.

Vida é fluxo. A vida precisa da vida... e assim nos posicionamos como observadores que despertaram potencial sensível e intuitivo.

Organizamos um agrossistema de forma cooperativa com o ambiente e com as outras espécies. Reproduzimos, assim, uma co-evolução memorável na escala do tempo que perpetua mudanças em busca da re-generação.

Muito mais do que produzir alimentos, queremos produzir VIDA... Isso é Agroecologia!

Plantio consorciado de espécies em sistema agroflorestal: Sítio Arca de Noé-Sapucaia-RJ

Quer ver um exemplo?

Pragas, ervas daninhas, empobrecimento do solo, perda de perenidade das nascentes, desertificação. Resultados da nossa incapacidade de observar os princípios ecológicos da biodivesidade, cooperação e movimentações cíclicas. Na verdade, estes personagens tratados como vilões são, na verdade, agentes de transformação que atuam como sinais indicadores do desequilíbrio e agentes otimizadores da vida em um sistema vivo.

A implantação de um sistema de monocultura, seguido pelo uso de adubos químicos e herbicidas significa silenciar a voz da terra. Neste contexto, o movimento agroecológico vem sendo construído ao longo dos últimos anos em que se intensificou a industrialização da Agricultura, chamada Revolução Verde.

A morte das paisagens e suas funções ecológicas

O cerrado brasileiro foi reduzido a 2% do ecossistema original; as florestas de araucárias, atlânticas, amazônicas, pantanenses e caatinga, em permanente devastação; a utilização inconsequente de adubos químicos e herbicidas contamina lençóis freáticos, envenena animais e prejudica a saúde. Isso tudo sem contar que 70% das reservas de água doce do Planeta Terra são utilizadas de forma nociva e imediatista com irrigação.

Monocultura, homogeneidade, maquinários industriais, menosprezo ao saber popular tradicional, perda da agrobiodiversidade, perda de antigos hábitos alimentares, desrespeito à universalidade das sementes, adubos químicos, agrotóxicos, transgenia, alimentos e pessoas intoxicadas.

Isso tudo sem contar com o êxodo rural em que famílias tradicionais são expulsas do campo, em razão de uma agricultura voltada para o latifúndio.

Quando se percebe que a grande maioria dos danos ambientais, sociais e humanos estava sendo causada pela agricultura, o movimento agroecológico surge como um movimento a favor da preservação da vida!

A agroecologia é resultado do processo de observação da realidade

Precisamos conviver com a dinâmica do que é vivo para despertar em nós a sensibilidade de tudo aquilo que é, de fato, real. Valorizar a arte de produção da vida... é valorizar as sementes, a simplicidade, a percepção cíclica, o tempo de espera do amadurecimento, da colheita. Perceber as relações nos ciclos da terra: generosidade e abundância.

Para isso, recorremos à sabedoria popular tradicional e ao intercâmbio na diversidade cultural, com a finalidade de popularizar práticas e facilitar acessos a uma alimentação saudável e diversificada para ser distribuída, de forma justa e solidária.

Manejo de bananeiras: colheita de frutas e alimento para o solo do Agrossistema

Orgânico X Agroecológico

O objetivo do movimento agroecológico é produzir a cultura de cuidado, tendo por princípio o conhecimento popular tradicional, por base a produção diversificada de alimentos saudáveis em pequena escala e por método a construção coletiva fundada na troca de saberes. 

O produto agroecológico incentiva a agricultura familiar. Por isso, em nada se compara ao sistema de certificação dos produtos orgânicos, cuja única orientação é a certificação. O sistema de certificação orgânica é fruto da exigência de padrões quantitativos dos produtos que podem, ou não, tornar determinada produção como passível de receber um selo de qualidade. Pouco importa se a produção é diversa, ou não... se é respeitada a sustentabilidade dos recursos naturais locais, ou não. Desse modo, é possível que existam monoculturas com certificação orgânica, por exemplo.

A valorização das famílias do campo

Compreendemos os agricultores familiares como verdadeiros guardiões dos saberes da terra. São pessoas que interagem com o sistema onde vivem, pois organizam as suas vidas a partir das estações e ciclos alimentares. Mais do que produtores de alimentos, são produtores de vida! Sem eles, não estaríamos aqui!

Há milhares de anos, mantém o conhecimento tradicional acumulado sobre as medicinas da floresta e a técnica de preservar e guardar sementes... proporcionando a continuidade dos ciclos da agricultura e a preservação da soberania alimentar dos Povos.

Estes agricultores são os portadores da agrobiodiversidade natural, a qual vem sendo substituída por novas variedades criadas em laboratórios. O resultado é a perda do potencial de adaptabilidade adquirido por anos de experiência na agricultura familiar ancestral, além da vulnerabilidade às pragas e doenças comuns nas culturas homogêneas em áreas contínuas.

Espécies transgênicas, por exemplo, são criadas para produzir espécies plantas estéreis (não são capazes de produzir novos descendentes), de forma a gerar dependência dos produtores às empresas detentoras das patentes industriais sobre as sementes.

A questão é mais séria do que se imagina. Está no debate a respeito da soberania dos povos sobre a perda da capacidade de escolher o quê e como produzir.

Assistam ao vídeo SEMENTES DA LIBERDADE!


A agricultura familiar é um estilo de vida, uma forma de estar na terra... interagir e se relacionar com o ambiente. O conhecimento popular está desenhado nos quintais cuidados ao redor do Brasil, onde se cultiva e, portanto se guarda, uma infinidade de informações vivas. São diversas variedades de verduras, frutas, plantas medicinais para a alimentação e renovação dos nutrientes da terra.

Movimento Agroecológico

A Agroecologia interage com a realidade rumo à transição do modelo de produção agronegócio para o modelo agroecológico. Atua em três dimensões diferentes, simultâneos e complementares entre si: 
1. Uma ciência: atua como novo campo do conhecimento nos cursos técnicos e nas universidades, em cursos de graduação e pós-graduação em Agroecologia, bem como nos Centros Acadêmicos e Núcleos de Agroecologia que integram toda a diversidade de personagens em um mesmo cenário: alunos, professores, poder público e comunidades rurais.
2. Um conjunto de práticas para uso do solo e resgate das raízes humanas: agricultores agroecológicos são aqueles que produzem em pequenos espaços, em escalas reduzidas e com o máximo de diversidade possível. Esta prática lhes permite ler a paisagem onde vivem para conceber, manejar e aproveitar os recursos naturais do próprio lugar. Desse modo, sabem otimizar sua produção com o mínimo de danos ao ecossistema do qual fazem parte. Os consumidores nas feiras agroecológicas incentivam estas práticas, de modo a contribuir para sua valorização, continuidade e disseminação. Forma-se, assim, uma rede de incentivo à produção agroecológica.
3. Um movimento social: organização em redes de experiências criadas para afinar o diálogo e produzir intercâmbio de saberes entre conhecimento acadêmico e o conhecimento popular dos agricultores rurais e dos consumidores urbanos. As principais redes em agroecologia no Brasil: Articulação Nacional de Agroecologia e Agroecologia em Rede (base cadastral de experiências).

Como ter acesso aos produtos agroecológicos?

Os produtores agroecológicos fornecem para os circuitos de comercialização em feiras agroecológicas, de modo a alimentar o mercado consumidor nos centros urbanos.
Também tem as feiras agroecológicas de: Teresópolis- RJ. quartas e sábados. Local: Centro. quartas-feiras. Local: Próximo ao Sesc de Teresópolis. Formam-se, assim, os elos nas redes de consumo consciente, que por sua vez fortalecem a continuidade do processo iniciado na etapa da produção.
Aline vendendo hortaliças na Feira Orgânica do Flamengo-RJ
A grande virada da Agroecologia está na capacidade de construir socialmente uma cultura baseada na interação entre experiências de vida, o que gera muito mais do que um novo modelo agrícola, mas a emancipação e a consciência necessárias para que os próprios indivíduos (produtores, consumidores e articuladores) interfiram na sua realidade.

A troca de saberes é fundamental para nivelamento entre campos do conhecimento e para valorização do conhecimento tradicional como re-descoberta de quem nós somos e como nos relacionamos. O objetivo é sensibilizar as pessoas para valorização da agricultura familiar e para a possibilidade de transformação que pode ser impressa na vida de cada um e de todos nós.

 Vamos à Feira?

 Aline Chaves
 Pequisadora dos ciclos alimentares e alquimista de vegetais vivos

19 de out de 2013

Queijo Vivo e Vegano... Versão Panelas de Capim

Olá!

Aqui vai mais uma postagem sobre fermentação de alimentos...

O queijo de mandioca fermentada com grão de bico é tudo de maravilhoso. Quer experimentar?



Como fazer queijos e ricotas vegetais?

https://www.panelasdecapim.com.br/apostilasvivas


Fica Bonito e Gostoso!!!!

Bom Apetite!

Quer mais? 
Então, cadastre-se para participar das nossas atividades!
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14 de out de 2013

Sopa de aveia germinada com mandioca

Esta sopinha branca e cremosa é muito boa. Quando amornadas juntas aveia e mandioca fazem um creme delicioso. 

O segredo está no tempero de ervas... Este sempre varia conforme a sensibilidade das mãos de quem faz! Estejam atentos e se entreguem à magia líquida das sopas.




Ingredientes:



1 xícara de aveia em grão sem casca germinada na água (clique aqui e aprenda)
1 pedaço médio de mandioca crua descascada
1 copo de água
ervas
cebola
limão, azeite, sal

Modo de fazer:


Bater no liquidificador a metade da aveia com água e a mandioca em pedacinhos. Vai virar um líquido consistente. Reserve a outra metade das aveias para juntar na hora de amornar, ok?

O charme está em começar a fazer seu amornado com os temperos. Isso faz toda a diferença nas sopas! 
É uma outra suavidade. Diferente de quando você joga tudo dentro da panela e mistura. 

Em uma panela de barro, adicione 1/2 cebola picadinha, sal e ervas do seu gosto. Neste caso, eu coloquei bastante manjerona, cebola rôxa e as folhas externas da couve-flor bem picadinhas... 



Comece a amornar com as mãos dentro da panela. Quando seu tempero começar a aquecer adicione a mistura líquida de aveia com mandioca + o restante das aveias inteiras.


Continue amornando... Nunca pare de mexer. Você vai observar que a mistura engrossa. Quando estiver bem morninho está pronto.




Junte azeite, 1/2 bandinha de limão... e sirva!


Tenha um ótimo apetite e uma excelente digestão!




12 de out de 2013

Broa de Milho Verde

Esta é uma receita com gostinho do sol da roça! Vale a pena conferir...



Nossa dica é que você comece a prepara-lá pela manhã. Assim, até a hora do almoço já deu tempo de desidratar a broa, que é muito mais do que BOA... é ÓTIMA!

Ingredientes:

2 milhos verdes debulhados
1 batata baroa pequena
erva doce fresca à gosto
sementes de erva doce à gosto


A receita é bem simples! Basta ter sementes de trigo germinadas em mãos.
O milho deve ser debulhado da seguinte maneira: coloque o milho descascado em pé sobre uma tábua. Com uma faca, faça o gesto de cortar de cima para baixo. Vá debulhando todo o milho.
No liquidificador, coloque primeiro os milhos debulhados e a batata baroa cortada em quadradinhos no fundo. Por cima, coloque o trigo germinado.  Bata sem utilizar água. Com o auxílio de uma cenoura... comece a socar a mistura como se o liquidificador fosse um pilão.
Quando se tornar um creme homogêneo, adicione a erva doce fresca e bata novamente.
Sua massa já está pronta! Agora, adicione as sementinhas de erva doce. Modele sobre um tecido de voal, escolha um recipiente e leve ao sol. 




A finalidade do voal é que ele  facilita a virar a massa para desidratar de ambos os lados.
Não tem sol? Use o forno aberto do seu fogão para desidratar. Controle a temperatura com as mãos.
Que o Anjo do Apetite esteja do seu lado quando você for saborear!

Com carinho,

Aline Chaves

6 de out de 2013

Nachos Vivos (Doritos)

Sim, nós queremos Nachos... feitos de abóbora e aveia germinada! 
Desidratados ao sol da primavera!

Alimentação Viva Receitas Culinária

Como fazer sua comida no sol?

https://www.panelasdecapim.com.br/apostilasvivas





Desidratador solar feito a partir de uma simpática geladeira encontrada no lixo!

Para fazer o design de Nachos corte em formatos triangulares com uma tesoura. Fica um Sucesso!

5 de out de 2013

Abrindo as portas para a Vida Simples...

Panelas de Capim divulga o estilo de vida agroecológico e o propósito para uma vida simples.

O que é Vida Simples?

Tudo depende do ângulo de quem observa... Pensamos na simplicidade como um estado natural de ser humano. Isso significa andar a pé, comer fruta do pé e achar que não precisa de muitas coisas para viver bem e em paz. Quer ver só?

Conte nos dedos quantas vezes você precisa fazer compras em 1 mês...

Precisou contar nos dedos dos pés, também? Se você ainda precisa de objetos, cuja falta não será percebida em 2 semanas, não compreendeu a vida simples de que estamos falando!
"Meu coração nada deseja... Ele é. 
Os corações que desejam nada mais fazem do que existir. 
O que tenho não é o que possuo, pois desde sempre é uma parte do meu ser." 
(O Caminho dos Essênios, p. 267)

A incompletude é uma sensação criada pela ilusão da dualidade. Enquanto nossa consciência não compreender que somos UM com tudo que existe... haverão muitas necessidades insatisfeitas, criadas pela percepção de que Eu sou algo externo à Natureza. 

Enquanto vivermos a dualidade, acreditaremos nos limites de dependências; posse; insatisfação; solidão, bem como necessidades de acúmulos em materialismos desnecessários à vida plena.

Propomos o estilo de vida agroecológico com a alimentação viva como um caminho para viver a simplicidade em Unidade com a Vida. 


Compreendemos que o viver simples está em saber conduzir na realidade cotidiana a arte de trabalhar, criar, cantar, produzir, movimentar o corpo, manter sintonia com a beleza da vida.

Quando dedicados à produção de vida agroecológica, à alegria de criar e desenvolver habilidades culinárias, físicas, artísticas, com muito estado de presença, nos conectamos e transformamos nossos propósitos de vida em uma atuação harmônica com os reinos da natureza.

A vida plena é aquela vivida em simplicidade, com a liberta sensação de pertencimento ao Todo, em profunda identidade com a matriz da vida.

Com a alimentação viva, por exemplo, valorizamos a vida nos vegetais (sementes, legumes, frutas, raízes, verduras). Somos inspirados a plantar nossos próprios alimentos, ainda que a produção seja dentro de casa (sementes germinadas e brotos). Eliminamos, assim, o consumo de produtos sintéticos, alimentos industrializados, embalados, conservantes e aditivos químicos. Por via de consequência, eliminamos doenças e perturbações psíquicas. 

Com relação às colheitas resultantes de processos agroecológicos (jardins comestíveis, hortas, sistemas agroflorestais) é importante valorizar aquilo que produzimos ou que temos acesso para consumo direto, especialmente desenvolvendo pesquisas sobre a utilização doméstica da agrobiodiversidade local.


Afinal, independente da realidade (urbana ou rural), uma alimentação saudável gera uma vida mais saudável, além de uma consciência pacífica e um corpo mais forte e suscetível à ação terapêutica das ervas medicinais, argila, chás, banhos e escaldas pés.

Do que será que você realmente precisa, agora?


De repente, nos damos conta de que é possível ter bem-estar sem alimentar o combustível de indústrias e comércios que destroem a vida e fomentam a morte, a desilusão, o apego. 

Imagina se todos se dessem conta de que não é necessário enriquecer a Coca-Cola, as farmácias, as boutiques, as padarias, os bares e as igrejas? 

Acreditamos que podemos transformar nosso ambiente pela metodologia do possível: fazer tudo que dá com aquilo que tem, aqui e agora. Isso significa que existe vida além dos shoppings!!! 

Há um mundo a ser re-descoberto... ele vai além dos verticalismos em cimentos, que chamamos de prédios; do universo paralelo da ilusão multimídia, que chamamos de televisão; e dos armários de comida velha estocada, que chamamos dispensa!!

Há coisas que não se compram, não se vendem...

Uma delas é se DESENCAIXOTAR e sentir o AR LIVRE, a energia da vida, grande alento essencial à continuidade das espécies vivas, que passa por dentro de você e interliga toda criação em um único sopro sagrado de União. Tudo de graça!!!

Brincando com o pé de Coité!
Quer ver só como é bom? Experimente olhar para o céu de vez em quando ou andar na chuva para ver o ipê amarelo que floriu na primavera. Plantar e esperar a terra engravidar para gerar um novo ser, com sua singela contribuição.

O mais interessante é que as práticas que realmente nos revitalizam estão à disposição na natureza. Não é preciso recorrer a especialistas, nem ter muito dinheiro...

Vá fazer meditação, andar descalço, comer alimentos vivos, fazer desjejum com suco de clorofila, dançar, cantar, exercer uma atividade que te dê alegria. Experimente praticar exercícios físicos e trabalhar ao ar livre! 

Não tem desculpa se você não tem espaço em casa... Procure grupos organizados perto da sua cidade e vá fazer um mutirão agroflorestal para ver como é bom plantar na terra grande... rs

Simplicidade é PAZ no coração e SAÚDE no corpo são...

"Conhece esta paz na tua mente
Deseja esta paz no seu coração
Realiza esta paz com teu corpo."

Extraído da oração à Mãe Terrena, O Evangelho Essênio da PAZ

3 de out de 2013

Sementes que germinam no ar

A germinação no ar é processo de germinação com mais quantidade e qualidade de energia vital. Além de ser bem prático, é comum à grande maioria das sementes comestíveis.

Como já dissemos em postagens anteriores, cada semente possui sua própria sabedoria para germinar... Algumas sementes germinam no ar, outras germinam na água. Há ainda aquelas que germinamos para fazer brotos na terra e outras que usamos para fazer brotos no ar.

Aqui vamos explicar a germinação no ar!
Sementes de trigo germinadas
Quais sementes germinam no ar? 
Onde encontrá-las?

Algumas sementes são mais fáceis de encontrar no mercadinho perto da sua casa: gergelim integral, amendoim cru, trigo em grão, lentilha, feijão azuki, grão de bico, linhaça dourada, linhaça marrom.

Algumas sementes são mais fáceis de encontrar em lojas de alimentos para pássaros: alpiste, painço, senha, girassol com casca.

Outras sementes, você só encontra em casas especializadas: trigo sarraceno, lentilha rosa, ervilha inteira, feno grego, centeio em grão. Segue esquema organizado com a sistematização das informações:



Germinam no ar
Onde encontrar?
gergelim integral



Mercados
amendoim cru
trigo em grão
lentilha
grão de bico
linhaça dourada
linhaça marrom
Feijão azuki
alpiste
Mercado
ou
Lojas de alimentos para pássaros
painço
senha
girassol com casca


Importadoras ou

Lojas especializadas

Vamos germinar?

Passo 1: Ao acordar pela manhã, pegue um vidro coberto com filó e elástico. Coloque uma xícara de sementes secas. Lavar o vidro com as sementes, pelo menos, 5 vezes debaixo da torneira. Lave bem! Depois, deixe-as de molho na água até o final do dia (mais ou menos 8 horas de molho).
 
Passo 2: passado o período de molho durante o dia, quando chegar a noite é necessário retirar a água do vidro e lavar as sementes mais 5 vezes. 

Neste momento, é muito importante colocar a semente para respirar! O vidro deve ser inclinado em um ângulo de 90° no escorredor de pratos, longe de geladeira, televisão e microondas.

Vá dormir e deixe escorrer o excesso de água até o dia seguinte (devem ficar mais ou menos 16 horas respirando no ar).
 


Passo 3: Na manhã do dia seguinte, lave novamente o vidro, pelo menos 5 vezes, embaixo da torneira de água corrente e observe se a semente já germinou. 


Normalmente, leva 24 horas, mas tudo pode acontecer, uma vez que não se trata de um cálculo matemático, mas sim do processo da vida em transformação.

Em dias mais quentes, a germinação no ar é mais rápida. Isso não se quantifica, depende de clima, lugar, tempo, frio, calor. Depende de como é no ecossistema da sua casa. Entendeu?



PERGUNTAS FREQUENTES:

Por que lavar, no mínimo, 5 vezes?


O importante mesmo é saber que estas sementes serão germinadas de forma cuidadosa. O fato de não levá-las ao fogo significa que devem ser muito bem higienizadas para consumo humano.

Então, "lavar 5 vezes" corresponde à sua necessidade de atenção e cuidado para higiene do seu processo de germinação.

Antes de consumir, LAVE também! Lave quantas vezes você quiser, apenas lave, ok?

Assim, você protege suas sementes da oxidação, sinais apodrecimento e fungos! Viva o Anjo da Água!

A pesquisa com germinação de sementes exige
 OBSERVAÇÃO e CUIDADO!

Qual o melhor momento para consumir minha semente germinada no ar?


O ideal para o consumo humano, orientado pela vitalidade do alimento, é quando a semente está no início do processo de germinação. É o desabrochar que a Biologia chama de radícula.

Atenção: neste estágio a germinação da semente concentra todo o seu potencial criativo, toda a sua FORÇA VITAL. Se você deixar crescer mais do que isso, além da vitalidade reduzida, pode dar fungos!!!
Semente de girassol germinada no ar
Quando abre-se a porta o desconhecido, sai um narizinho pequeninho. Isso é semente germinada e é isso que aumenta a vida dentro da gente!

E, por gentileza, nunca coloque as crianças dentro da geladeira! :0)

O ritmo é germinar e comer, germinar e comer... É a comida do aqui e a agora! Não se guardam, nem se estocam alimentos. Vivemos na abundância do presente.

Com um pouco planejamento e estado de atenção, a germinação te coloca no caminho do aprendizado pela prática.

Agora, vamos atrás das sementes, pois é preciso ter o que germinar todos os dias!

com carinho,

Aline Chaves

Apostila de Alimentação Viva para iniciantes:

Clique na imagem e confira!

  

Quer mais? 
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Alimentação Viva: um outro estilo de viver

Afinal, o que é Alimentação Viva para você?  Para nós, não se trata de um hábito alimentar, muito menos de uma dieta. A Alimentação...

Jovens postagens

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O conteúdo deste blog é ofertado aos leitores que desejam aprimorar-se nas práticas da Alimentação Viva e inspirar-se no estilo de vida ecológico.

Agradeço de profundo coração os compartilhamentos que CO-LABORAM para divulgar este trabalho, citando as respectivas fontes e autoria!

Aqui mora um pequeno resumo dos muitos anos dedicados à pesquisa, onde uso o meu próprio corpo como experimento.

Peço gentilmente que não utilizem as nossas publicações para fins comerciais. Só porque não vale à pena promover-se financeiramente às custas do esforço e criatividade alheios.

A Vida vem da Vida!

Com carinho,

Aline Chaves
A moça que planta nas panelas

Licença Creative Commons
Panelas de Capim de Aline Almeida Chaves está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://panelasdecapim.blogspot.com.
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