15 de fev de 2017

Como fazer a transição para a Alimentação Viva?

No período antecessor à mudança para a Alimentação Viva, honestamente, eu achava que vivia bem. Aliás, fisicamente aparentava uma pessoa saudável.

Era vegetariana e comia arroz com feijão todos os dias, sempre acompanhados de vegetais cozidos. Achava tudo normal!
A decisão de mudar a minha alimentação ocorreu quando fui morar sozinha. Naquele tempo, eu tinha 24 anos. Decidi que queria aprender a ser gente e fazer tudo por mim mesma. Lavar minhas próprias roupas, limpar e organizar a casa e ainda, por cima, praticar Alimentação Viva e comer tudo cru.

Não me pergunta de onde eu tirei isso, porque eu mesma não sei... rs

Um prato de comida viva do dia-a-dia. Risoto de aveia germinada, brotos de niger, salada verde e legumes marinados.
Não fiz curso, nem nada. Apenas tinha uma amiga que me deu um empurrãozinho (a Juliana Malhardes, do culinariaviva.com). Éramos advogadas ambientalistas de OS VERDES – Movimento de Ecologia Social. Assisti de perto ao processo de mudança dela, antes mesmo da Alimentação Viva acontecer em sua vida. Quando aconteceu: achei bonito. Juliana me emprestou uma apostila do TERRAPIA – Alimentação Viva na Promoção da Saúde.

Eu mudei tudo lendo a apostila viva. Meu processo foi auto-didata. A única coisa que eu fiz foi morar sozinha com a apostila debaixo do braço. Germinava todas as manhãs um pouco da tabela de identificação de sementes comestíveis. Queria aprender, tocar, cheirar, comer. O resto tudo aconteceu sozinho...

Muita gente me escreve perguntando...

Alimentação Viva? Quero saber como começa??? 

Desbravando rumo à simplicidade da vida.

Quando descobri a possibilidade de comer colorido…. ABRIU UM MUNDO NOVO PARA MIM! A experiência deu tão certo que pude exercer enorme capacidade de autoconhecimento, ao ponto de avaliar que antes eu estava vivendo a minha vida pela metade!



As sementes germinadas e os brotos abrindo caminho… Me acordavam todos os dias de manhã cedinho: mostrando que eu tinha habilidades escondidas dentro de mim.
Se antes, eu achava que vivia bem… Meu rendimento em todos os setores da vida passou a ser ótimo, esplêndido, perfeito, maravilhoso!
O resultado disso tudo? Eu só soube após o primeiro ano. Foi neste momento que tive forças para assumir as rédeas da minha própria vida. Mudei meu estilo de vida completamente. Nunca me arrependi do que fiz. De advogada, concursanda para a Procuradoria da República, para Educadora. Uau! Dá até arrepio só de lembrar.

Aprender a se libertar

Estar em contato com outras pessoas facilita a transição para um estilo de vida mais vitalizado e consciente da potências energéticas que nos alimentam, de verdade. Quem sabe você descobre alguém perto de você?

As famílias? Tá tudo certo. Cada um tem o seu tempo e o seu processo. A minha faz churrasco toda semana. Nós nos amamos muito... O amor transcende os padrões!

Olha a minha família aqui:

 http://panelasdecapim.blogspot.com/2014/05/ser-vivo-em-comer-oracao.html


A fome dos 4 mil anos? 


Sabe quando parece que você não come há mais de 4 mil anos. Aquela fome indescritível? É normal...

No início, quando começamos na Alimentação Viva é assim. 
Depois que as sementes chegam e a gente descobre o que é comida, na palavra mais pura da essência... parece que queremos comer o mundo. Talvez demore um tempo para o corpo entender. Por isso, nos primeiros meses sentimos MUITA fome!

O que faz a fome baixar é comer sementes germinadas em todas as refeições. Sementes de sustentação: amendoim ou trigo ou aveia ou grão de bico ou lentilha. Essas é que seguram!

A fome de doces pode ser abstinência pela falta de açúcar ou ainda um sintoma da candidíase, que não está satisfeita com a mudança de alimentação.

Nos primeiros 6 meses são de transição, só continua mesmo quem tem o talo bem forte. rs

Olha a minha transição aqui:

 http://panelasdecapim.blogspot.com/2016/07/alimentacao-viva-toda-desintoxicacao-e.html


O que eu ganhei com isso tudo?


Honestamente, não tenho palavras para dizer! rs

Quando passei a perceber o meu corpo, comecei a me compreender melhor.

Só como quando sinto fome. Meu desjejum diário é suco de clorofila com folhas selvagens comestíveis. Almoço vegetais crus em maravilhosa combinação com sementes germinadas e brotos. Quando o céu muda de cor e começa o cair da tarde, tenho vontade de comer uma fruta. Não costumo comer nada à noite.

Aprecio inventar minha própria comida. Amo transformar meu alimento no sol: pizzas, biscoitos, panquecas, bolos, pães, broas etc. Não tenho geladeira, porque considero um aprendizado comer comida fresca.

Não tomo remédio, porque não adoeço. Aliás, há muita clareza mental e senso de organização. Amo varrer a casa e organizar as energias do lugar onde vivo! Ampliei meu sentimento de Unidade com a natureza! Isso me fortalece e auxilia a tomar decisões a respeito de mim mesma, na condução de hábitos alimentares, sociais, laborais. 


Isso me ensina a ser mais GENTE e me devolve um bocado de "GENTE-leza". Acho que é por isso que este blog ainda existe.

Felicidade nos teus dias de paz!

Ah! Gente! Quem se animar e quiser começar, também...
Vendemos apostilas virtuais para iniciantes. 

Se interessar, escreve para panelasdecapim@gmail.com

http://www.panelasdecapim.com.br/apostilasvivas

Alimentação Viva: um outro estilo de viver

Afinal, o que é Alimentação Viva para você?  Para nós, não se trata de um hábito alimentar, muito menos de uma dieta. A Alimentação...

Jovens postagens

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O conteúdo deste blog é ofertado aos leitores que desejam aprimorar-se nas práticas da Alimentação Viva e inspirar-se no estilo de vida ecológico.

Agradeço de profundo coração os compartilhamentos que CO-LABORAM para divulgar este trabalho, citando as respectivas fontes e autoria!

Aqui mora um pequeno resumo dos muitos anos dedicados à pesquisa, onde uso o meu próprio corpo como experimento.

Peço gentilmente que não utilizem as nossas publicações para fins comerciais. Só porque não vale à pena promover-se financeiramente às custas do esforço e criatividade alheios.

A Vida vem da Vida!

Com carinho,

Aline Chaves
A moça que planta nas panelas

Licença Creative Commons
Panelas de Capim de Aline Almeida Chaves está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://panelasdecapim.blogspot.com.
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