13 de abr de 2013

Identificação de algumas folhas espontâneas comestíveis - Pancs

Espontaneidade! Esta é a característica comum às “plantas comestíveis não cultivadas e selvagens.”

Nasceram porque quiseram, onde quiseram e no momento que entenderam adequado! Só por isso, rs.

No detalhe: os espinhos

Ora-Pro-Nobis
As plantas espontâneas se dividem em dois grupos: plantas domésticas não cultivadas e plantas selvagens.

Plantas domésticas não cultivadas normalmente surgem espontâneas por conta de alguma semente (ou tubérculo, bulbo...) que ficou guardada em algum canto de terra. Quando protegida, ela toma chuva e espera a hora certa de chegar, espontaneamente.  Exemplos: cará, chuchu de vento, cará-moela, abóbora, batata doce, cana-de-açúcar, chuchu.

Plantas selvagens são aquelas orientadas pela expressão do solo em determinada fase da sua regeneração espontânea. São as responsáveis pelo enriquecimento do solo degradado. Além de doarem todos os sais minerais de que ele necessita, devolvem-lhe o material orgânico que lhe fora tomado. A finalidade é que o ecossistema retorne ao equilíbrio original. Portanto, se havia floresta, a floresta voltará: esta é a dinâmica da vida! Exemplos: trapoeraba, tiririca, Maria Gomes, caruru do mato, João Gomes, azedinha, quebra-pedra, picão preto, capiçoba, centelha asiática, trevo, língua de vaca, ora-pro-nobis, embaúba...

Normalmente, estas plantas não cultivadas e selvagens são classificadas como Plantas Alimentícias Não Convencionais-PANCs, tendo em vista que sumiram da culinária brasileira já faz tempo!

Para aprender a fazer um modelo simples de Horta Selvagem no campo ou na cidade, visitem nossa postagem: HORTAS SELVAGENS, clique aqui.

Alimentação Viva Suco de clorofila Panelas de Capim
Com Amor: trevos

Trapoerabas verdes
Rami
Caruru do mato
Urtiga mansa
Qual a diferença entre a verdura fresquinha cultivada na horta e a planta espontânea?

Reflita sobre o solo domesticado. Na produção de alimentos, limpa-se o terreno para cultivar aquilo o que VOCÊ quer, de modo a desorganizar colônias de microorganismos vivos, que demoram um tempo para se recuperar desta agressão. Isso significa dizer que o solo com plantas domesticadas possui menos força vital que um solo selvagem, por exemplo.

Por este ângulo, plantas selvagens estão carregadas de energia vital! São nativas em determinada região ou localidade com solo organizado e saudável. Não precisam do cuidado alheio para se desenvolverem, pois possuem extraordinária capacidade de resistência às intempéries (temporais, seca, chuvas torrenciais). Terror dos latifundiários, fazendeiros e demais agricultores que não sabem reconhecer e aproveitar nelas, seu valor verdadeiro.

Língua de vaca
Claro que nem sempre foi assim! Nossos ancestrais mais antigos eram povos coletores que sabiam identificar, coletar e reconhecer a sazonalidade das plantas selvagens, pois dependiam dela como alimento, medicinas, cuidados de higiene, entre outros.

Tá certo que eu não sou povo ancestral, mas sou coletora de plantas não cultivadas, há 7 anos. Convivemos juntas em qualquer ambiente, urbano ou rural!

Aline Chaves na coleta da Embaúba para o Suco de Clorofila
Com o tempo, você aprende o valor desse gesto, ao observar a aprendizagem obtida com estes vegetais, carregados de bioinformações sobre a dinâmica de um planeta vivo interligado por uma sofisticada rede de conexões.

“A clorofila será a proteína imprescindível para  a nova era de luz que se aproxima.  Quando tomada líquida e fresca, ela contém raios de sol sintetizados, mais a corrente elétrica necessária para a revitalização do corpo e abrirá novas áreas no cérebro humano que até agora são desconhecidas.” Dra. Ann Wigmore, 1970

Desse modo, você absorve no seu corpo, sua mente, seu coração... espontaneidade para conduzir sua própria vida.

Quer conhecer as

Plantas Alimentícias Não Convencionais-PANCs?

Sabedoria de capim colonião não se aprende na escola!

Por essa razão, segue uma lista daquelas que podem ser utilizadas para fazer o seu  suco de clorofila:


Nome popular
Nome cientifico
ALMEIRÃO do CAMPO (Fam. Compositae)
Hypochoeris brasiliensis (Less.) Griseb.
AZEDINHA ou trevo (Fam. Oxalidaceae)
Oxalis corniculata L.
Oxalis  corymbosa DC
Oxalis Latifólia Kunth
BELDROEGA (Fam Portulacaceae)
Portulaca oleracea L.
CAPIÇOBA (Compositae)
Erechtites valerianaefolia (Wolf)DC.
CAPIM COLONIÃO (Fam. Gramineae)
Panicum maximum Jacq
CAPIM GORDURA (Fam. Gramineae)
Melinis minutiflora P.Beauv.
CAPUCHINHA (Fam. Tropaeolaceae)
Tropaeolum majus L.
CARURU (Fam.Amaranthaceae).
Amaranthus deflexus L.
Amaranthus hibridus var. paniculatus
Amaranthus hibridus var. patulus
Amaranthus lividus L.
Amaranthus retroflexus L.
Amaranthus viridis L.
CENTELLA (Fam. Umbelliferae)
Centella asiatica (L.) URB
CHICÓRIA do CAMPO (Fam. Compositae)
Hipochoeris radicata L.
DENTE de LEÃO (Fam. Compositae)
Taraxacum officinale Weber
Sonchus asper (L.) Hill
ESPARGUTA (Fam. Caryophillaceae)
Stellaria media (L.) Vill
FOLHA DE ABÓBORA  (Fam. Curcubitaceae)             
Curcubita pepo L.
FOLHA DE BATATA DOCE (Fam. Convolvulaceae)
Ipomoea batatas (L.) Lam
FOLHA DE CANA DE AÇUCAR
Saccharum officinarum L.
FOLHA DE MILHO                       (Fam. Gramineae)
Zea mays L.
FOLHAS DE CHUCHU (Fam. Curcubitaceae)                
Sechium edule (Jacq) Sw
HORTELÃ DE FOLHA GRAÚDA (Fam. Labiatae)
Plectranthus amboinicus
LINGUA de VACA graúda (Fam.Polygonaceae)
Rumex obtusifolius L.
LINGUA de VACA miúda (Fam. Compositae)
Chaptalia nutans (L.) Pol
Chaptalia integérrima (Vell) Burkart
LOSNA (Fam. Compositae)
Artemisia absinthium L.
MÃO DE DEUS,bredo,caruru ou Maria gorda ( Fam. Portulacaceae)
Talinus patens (L.)  Willd.
ORA-PRO-NOBIS (Fam. Cactaceae)
Pereskia aculeata Mill
PICÃO BRANCO (Fam.) Compositae)
Galinasoga quadriradiata Ruiz& Pav.
PICÃO PRETO (Compositae)
Bidens alba (L.)DC
Bidens pilosa L.
QUEBRA PEDRA (Fam. Euphorbiaceae)
Phyllanthus ninuri L.
Phyllanthus tenellus Rxb
RAMI (Fam Urticaceae)
Boehmeria nívea (L.) Gaudion.ch
SERRALHA (Fam. Compositae)
Emilia son chifolia (L.) DC
Sonchus oleraceus L.
TANCHAGEM (Fam. Plantaginaceae
Plantago tomentosa Lam.

*Esta é uma pesquisa desenvolvida ao longo de anos pela vivência de Maria Luiza Branco, idealizadora do Projeto Terrapia.

20 comentários :

  1. hmmm! nao tem folha de feijao!

    ainda nao sei se sei identificar, terei que sair com umas fotos por aqui, tem mto tipo,....acredito que tem mta possibilidade para o suco de luz!!!
    Bjooo

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  2. Olha, estou encantada com seu site (ou com vc, pois ele é seu reflexo no mundo virtual). Meus parabéns pela coragem na vida e pela dedicação em construir esse espaço belo e de ser uma multiplicadora de informações tão necessárias! Estou aprendendo muito aqui, obrigada.
    ~bons ventos~

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  3. Adorei td o que vi no seu blog ! Morro de vontade comer esses vegetais não convencionais, mas tenho medo de pegar a planta errada. Encontrei no google imagens de lingua-de-vaca, e cada foto era diferente, ou seja, fiquei sem saber qual realmente é a verdadeira lingua-de-vaca.
    espero aprender muito ainda com o seu blog. bjos!

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  4. Oi Luiz!!!

    Você tem razão... é preciso ter firmeza na certeza!

    Vou te dar uma dica: observe esta tabela com os nomes populares. Ao lado tem os nomes científicos... Com estes ninguém se engana! rs

    Num Brasil de proporções continentais. De cabo a rabo, cada planta selvagem deve ter 1 milhão de nomes diferentes. O povo gosta de batizar... rsrs

    Já o científico, todo pragmático... tem um nome só. Procura no google imagens!

    Sobre as línguas de vaca... São diversas espécies com este mesmo nome popular. Todas da mesma família. A tiririca também... um monte de variações da espécie com o nome e por aí vai!

    Como diria a minha avó:

    Vivendo e aprendendo!

    um forte abraço,

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  5. Que beleza de blog!! Quero agradecê-la por dividir com as pessoas seu conhecimento e pesquisa...Sou paulista e morei uma temporada em Minas onde conheci a capiçoba ( tornou-se minha salada favorita).Atualmente morando no exterior me bateu uma saudade de nossas coisinhas, comidinhas tão nossas hmmm...a capiçoba me veio a mente, porém não conseguia recordar o nome e de tanto procurar algo que me fizesse lembrar o nome dessa deliciosa planta; encontrei seu blog.Bati o olho na lista acima e achei o que buscava. Capiçoba!! Muitíssimo obrigada. Parabéns pelo blog e Deus a ilumine.

    Cátia Oliveira.

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    1. Gratidão Cátia!

      Agradeço de coração a mensagem tão carinhosa...

      Paz na sua vida.

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  6. Oi Aline, Não vai ser fácil identificar na vegetação espontânea do meu pedaço de chão, aquelas plantas reconhecidamente utilizáveis. Eu até me vejo, olhando, uma, por uma, e comparando com essa tabela e fotos, até descobrir. Vou adorar...

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    1. Oi Rosemary!

      No dia em que conhecer re-conhecer seu jardim de vidas...Seu olhar nunca mais será o mesmo!!!!

      Te dou a maior foça para começar!!!

      Grande Abraço!

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  7. Aline, OI!!! Já fiquei fã do seu blog e de você, Parabens!!! Por favor, você sabe dizer se as folhas de guaco são comestíveis? Podem ser usadas na culinária viva? Como e onde? Abraços. Obrigada. Sueli.

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    1. Oi Sueli!

      Aquele guaco cheiroso toda vida???

      Sim, usamos em pequenas quantidades (1 ou 2 folhas) para temperar o nosso suco de clorofila.

      Sempre em pequenas quantidades, pois o guaco possui propriedades medicinais com princípios ativos muito fortes. Nesse caso, exagerar na dose poderia desorganizar nosso sistema interno.

      Sucesso nos sucos mais gostosos do mundo!

      O link para clorofila está aqui:
      http://panelasdecapim.blogspot.com.br/2013/03/suco-de-clorofila-o-sangue-das-plantas.html

      beijos

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  8. oi muito legal essas infornaçoes.. gostaria de saber se folhas de imbauba sao utei para o suco e se essas folhas podem ser usadas para comer como saladas ou refogadas ...

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    1. Oi!

      A embaúba adolescente (que minhas mãos coneguem alcançar as folhas)... sempre entra no suco de clorofila.

      Na sala é muito grosseira, parece uma lixa.

      Refogada não sei porque só uso Panela de Capim, rs!

      Não inco comer embaúba diariamente, em razão dos seus efeitos medicinais. É bom utilizá-la quando se lembra que ela existe. Isso pode ser de vez em quando e quando em vez.

      Sucesso!

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  9. Uma que adorava coletar é o mastruço (Coronopus didymus) para fazer salada, uma das que mais gosto. Outra que tenho grande curiosidade em provar é o ora-pro-nobis. Deves saber, mas tem uma obra sobre as PANCs da região metropolitana de Porto Alegre, compartilho: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12870

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    1. ora pro nobis, é prato obrigatório em algumas festividades mineiras,

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  10. ohhhh. Aline, gratidâo sempre, eu fiz essas perguntas por email a vc. e agora vendo aqui, quero te dizer que encontrei varias dessas que vc listou, pena qu fica um pouco longe de casa, mas será que a colheita de uma vez por semana, deixadas na geladeira. tira todas as suas propriedades.
    bjs no coracâo

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  11. Que blog maravilhoso, já acompanho tem um tempinho e resolvi comentar. Parabéns pelo site, por tanta informação valiosa! É lindo de ver pessoas como você!! Não tem como passar por aqui e ficar só em uma postagem, rss.

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  12. Blog maravilhoso! Gratidão por compartilhar tanto conhecimento. Descobri no meu quintal um pé de guaco lindo. Você saberia me dizer se poso usar as folhas no meu suco verde?

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    1. Oi, Ana Maria!

      Pode sim. O Guaco dá um gostinho especial. Use somente em pequeníssimas quantidades, porque possui princípios ativos medicinais muito fortes, ok?

      É só para dar um temperinho no suco!

      beijos

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  13. Olá, Aline! Eu descobri uma embaúba no meu quintal e queria saber a quantidade para fazer o suco de luz, a folha é bem grande haha.

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  14. Oii Aline!!!

    Parabéns pelo seu maravilhoso trabalho, aprendo e me inspiro muito aqui!

    Tenho duas dúvidas:

    1) As plantas que você citou na tabela podem ser usadas diariamente? Tem alguma que é melhor consumir em pouca quantidade e/ou raramente?

    2) Moro em uma fazenda e já houve casos de carbunculo aqui. Será que posso, mesmo assim, utilizar capim gordura que tem por aqui? Tenho medo de estar contaminado.

    Muito obrigada ♥

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Agradeço de profundo coração os compartilhamentos que CO-LABORAM para divulgar este trabalho, citando as respectivas fontes e autoria!

Aqui mora um pequeno resumo dos muitos anos dedicados à pesquisa, onde uso o meu próprio corpo como experimento.

Peço gentilmente que não utilizem as nossas publicações para fins comerciais. Só porque não vale à pena promover-se financeiramente às custas do esforço e criatividade alheios.

A Vida vem da Vida!

Com carinho,

Aline Chaves
A moça que planta nas panelas

Licença Creative Commons
Panelas de Capim de Aline Almeida Chaves está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://panelasdecapim.blogspot.com.
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