27 de jun de 2014

Torta Viva: coração de palmito pupunha ao alho poró


Esta torta viva é divina!!!

Feita com o coração de um palmito pupunha aqui da nossa agrofloresta... A pupunha é uma palmeira amazônica, mas deu muito certo aqui na região de Silva Jardim (RJ), quente e úmida. Essa palmeira é muito interessante, pois você corta o palmito sem matar a planta que continua viva debaixo da terra perfilhando novos descendentes...

Luiz Nelson colhendo palmito pupunha na agrofloresta
Pouca gente aproveita o coração do palmito porque ele não é macio. Ainda mais quando comido cru. Todavia, nós inventamos uma tecnologia que torna isso possível! E é uma delícia... Ensinamos mais abaixo como fazer.

Antes disso, cabe reconhecer o coração de um palmito. É a base que sustenta o palmito, o centro da palmeira.


Como você vai encontrar palmito pupunha? 


Procure as experiências agroecológicas!!!!

Vá à  feira agroecológica mais próxima de você! Converse com os agricultores da sua cidade. Quem sabe rola de encomendar um palmitão fresco por lá!

Busque o endereço da articulação regional de agroecologia do seu Estado. Estes grupos organizados auxiliam a mapear as experiências agroecológicas que estão mais perto de você. Por exemplo, a Articulação de Agroecologia do Estado do Rio de Janeiro tem um link: onde encontrar produtos agroecológicos?

Visitem o site AGROECOLOGIA em REDE, o qual funciona como um banco de dados com experiências agroecológicas em todo Brasil: http://agroecologiaemrede.org.br/

Se por caso você tem ou conhece alguma experiência que não está cadastrada no site, então aproveite e cadastre-se.


E se não encontrar?

Troque o coração do palmito por 2 inhames médios que está tudo certo...

Quer aprender a fazer Tortas e Soufflets da Alimentação Viva?

https://www.panelasdecapim.com.br/apostilasvivas

Fica bonitona!!!


huuuuummmm com o Universo,


Aline Chaves
Pesquisadora dos Ciclos Alimentares e Alquimista de Vegetais Vivos

20 de jun de 2014

Ricota fermentada em água e azeite


Gente!

Outro dia desses aconteceu uma experiência maravilhosa aqui na nossa cruzinha...

Sério! Ficou uma delícia!

Como fazer ricotas e queijos vegetais?

https://www.panelasdecapim.com.br/apostilasvivas

 



Uma vez fermentado, agora o creme será temperado com sal e o que mais você quiser.

Eu acrescentei mais salsinhas frescas e azeite... Ficou booommmmm!

Acabou rapidinho! rsrs

Bom Apetite!

Aline Chaves
Pesquisadora dos ciclos alimentares e alquimista de vegetais vivos



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13 de jun de 2014

Azeite de Jurubeba

Olá! Você conhece a jurubeba?

Vamos ensinar aqui a fazer uma conserva crua de jurubeba... BOA DEMAIS!!!

Jurubeba!!! Aquela que mora na mata atlântica. Imagine que este continente gerou a prima simpática da azeitona... e ninguém fala nada sobre isso! 


Te prepara que ela não dá em hortifruti... rsrsrsrs


Juju (para os íntimos) é um frutinho verde muito simpático que faz parte da regeneração espontânea da Mata Atlântica. 

Para ser mais direta, jurubeba SE ENCONTRA NO MATO. 

"Pasto sujo", "terreno baldio", "lugar abandonado"... todas estas expressões humanas nocivas equivalem à força regenerativa da vida em expansão. São espaços onde as Jurubebas abrem caminho, preparando o solo para as árvores atlânticas da floresta original mais tarde re-surgirem.

As frutinhas ocorrem no período final do outono.

Arbusto de Jurubeba
No detalhe, a folha. (Apenas para identificar a árvore, não é para comer, não) rs
E ai?

Tá afim de encontrar jurubebas?

Ingredientes:


2 partes de Jurubeba,
1 parte de água com sal
1 parte de azeite de oliva extra-virgem

Modo de Fazer:


Comece debulhando os cachos de jurubeba. Lave as bolinhas verdes em uma peneira sob água corrente.


Separe uma bacia para misturar a água e o sal. A proporção de sal é de 1 colher de sopa para cada 1 copo de água. A função do sal é agir como conservante. 


Esterilize um vidro com tampa com água fervente. Quando o vidro esfriar, colocar a jurubeba debulhada, água e sal.


Para dar certo é necessário sacudir bem o conteúdo: jurubeba, água e sal. Tem que ficar uma aparência esbranquiçada...

Após sacudir, completar o restante do vidro com o azeite de oliva. 


Agora, deixe a jurubeba descansar...

Você pode começar a usar seu azeite de jurubeba a partir de 20 dias. 

Como usar? Sacode a garrafa e joga um pouquinho deste conteúdo maravilhoso para temperar o que você quiser.

ATENÇÃO: 

O óleo de jurubeba estará no ponto mais do que perfeito em 2 meses! Nesta fase, já podemos comer os frutos, que já estarão macios. Corte-os em pedacinhos pequeninos e sirva. Misture nas suas alquimias cotidianas. 



Muita delícia para temperar sua comida! Parece azeitona, mas não é. 

E tem gente que ainda por cima jura de pé junto... rsrsrs

com carinho,

Aline Chaves
Pesquisadora dos Ciclos Alimentares e Alquimista de Vegetais Vivos

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6 de jun de 2014

Outono: a floração da relva humilde

Outono é uma das estações mais bonitas... 

Floração do Capim Elefante

A luminosidade do crepúsculo, a cantoria dos insetos, a floração do matagal.

É período de senescência das gramíneas, ervas e pequenos arbustos em geral. Tempo da floração que precipitará a dispersão de sementes e favorecerá a continuidade da vida. Mais uma vez, por mais um ciclo que se renova...

Legal é quando você passa longe e vê aquele monte de flores balançando no vento... 
O verdadeiro vestido de festa usado pela Mãe Terrena!!!

Floração do Capim Colonião

Floração do Capim Guatemala

Floração do Capim Gordura
Aroeira
Floração da Macela
Floração da Erva grossa
Floração do assa-peixe

Quando observo a paisagem em cores, vejo aquela infinita diversidade de flores pequenas dançando a música da renovação...

Escolho vestir a roupa mais bonita de domingo. 

Aproveito para colher as flores do mato e me renovar junto com as ervas que vivem abastadas nos terrenos baldios!!!




É simples assim... O que humanidade dos tempos atuais reconhece como mato, os essênios de outrora chamavam de relva humilde.

Sobre o tema, segue pequeno trecho do Evangelho Essênio da Paz:

" E Jesus disse... Aqui está o segredo, Filhos da Luz: na relva Humilde... Aqui está a Corrente da Vida que deu à luz toda criação. Colocai as mãos à roda da relva tenra do anjo da Terra e vereis, ouvireis e tocareis o poder de todos os anjos.

No brilho da cor verde das hastes do trigo está o anjo do Sol. O anjo da Água abençoa a relva. O anjo do ar está dentro dela e o anjo da Terra é o que lhe dá a luz. É o anjo da Vida que passa, através das hastes da relva, para o corpo do Filho da Luz sacudindo-o com o seu poder. Pois a relva é vida e o Filho da Luz é vida.

E quando o Filho da Luz segura entre as mãos as hastes da relva, o anjo da Alegria lhe enche o corpo de música.

Contemplai Filhos da Luz, a relva despretensiosa. Vede dentro do que estão contidos todos os anjos da Mãe Terrena e do Pai Celestial. Pois agora entrastes na Corrente da Vida.

E em verdade vos digo, todos esses mistérios estão contidos na relva modesta, quando a tocais com ternura e abris o coração para anjo da Vida que se encontra dentro dela.” (SZEKELY, Edmond Bordeaux. O Evangelho Essênio da Paz. São Paulo: Editora Pensamento, 2011.)

Além de beber a relva humilde no nosso suco de clorofila, podemos também trazê-la para nossas vidas...



Seguimos por aí, carregando a floração das relvas humildes...


Arranjos de SEMPRE VIVAS!!!


Uma linda possibilidade é fazer uso das florações para trazer esta energia para dentro da nossa casa!!

Arranjo de flores silvestres na porta de entrada
No detalhe...
Arranjo de flores silvrestres

Arranjo de flores silvestres
Por enfeitar o nosso olhar, a nossa casa, o nosso dia!!!

Por enriquecer a diversidade do nosso jardim!!!

Agradeço a Mãe Terrena por toda beleza com que ela se veste no outono!

Com carinho,

Aline Chaves
Educadora para a Vida

Alimentação Viva: um outro estilo de viver

Afinal, o que é Alimentação Viva para você?  Para nós, não se trata de um hábito alimentar, muito menos de uma dieta. A Alimentação...

Jovens postagens

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O conteúdo deste blog é ofertado aos leitores que desejam aprimorar-se nas práticas da Alimentação Viva e inspirar-se no estilo de vida ecológico.

Agradeço de profundo coração os compartilhamentos que CO-LABORAM para divulgar este trabalho, citando as respectivas fontes e autoria!

Aqui mora um pequeno resumo dos muitos anos dedicados à pesquisa, onde uso o meu próprio corpo como experimento.

Peço gentilmente que não utilizem as nossas publicações para fins comerciais. Só porque não vale à pena promover-se financeiramente às custas do esforço e criatividade alheios.

A Vida vem da Vida!

Com carinho,

Aline Chaves
A moça que planta nas panelas

Licença Creative Commons
Panelas de Capim de Aline Almeida Chaves está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://panelasdecapim.blogspot.com.
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