27 de jul de 2013

Quinoa germinada na MacarrãoNADA ao molho sugo

O nome é macarrãoNADA porque não tem macarrão coisa nenhuma!!! Não tem farinha, nem ovo, nem glúten...



A graça está em poder comer vegetais crus e sementes germinadas... ao mesmo tempo em que agradamos à memória afetiva do danando paladar que aprecia comer gostoso!


Como fazer?



O macarrão são fios de uma abobrinha habilmente desenvolvidos pelo ralador... 


Nossa MacarrãoNADA acompanha quinoa germinada ao molho sugo e queijo ralado de massa puba.

Germinação da quinoa
A quinoa é uma semente incrível! Nasce nos desertos de sal dos Andes... Imagine se não vai germinar na sua casa? Bastam 2 horas na água.


Como fazer molho sugo?

O molho é feito com 2 tomates frescos, 50 gramas de tomates secos hidratados, 1 dente de alho ralado, sal e limão.

Comece re-hidratando o tomate seco. Deixe-os por 30 minutos em uma vasilha com água. 

Depois, corte os tomates frescos em quadrados grandes e bata-os no liquidificador com os tomates secos re-hidratados e picados, raspa de limão, sal e 1 dente de alho ralado. BATER SEM USAR ÁGUA. Dá uma reboladinha no liquidificador, que vai!

Amorne a abobrinha ralada com as mãos dentro da panela. Adicione o molho sugo e junte, no final, sumo de limão, manjericão picadinho e azeite.

Depois de morninho, arrume a macarrãoNADA em uma travessa larga. Cubra com o queijinho ralado de massa puba temperada com sal e azeite.

Queijo ralado de massa puba???

Fermentação da mandioca...

Descascar a mandioca. Deixar de molho em um recipiente coberto com água, de 3 a 5 dias. No inverno demora mais. Trocar a água todos os dias.

Quando a mandioca desmanchar nas mãos, está pronta para espremer no coador de voal. Tirar todo o líquido. A massa de mandioca que fica dentro do coador deve ser aberta em uma peneira e levada ao sol ou ao forno aberto para desidratar.

Veja como fazemos massa puba, aqui:

15 de jul de 2013

Corporeidade na Era da LUZ: o milagre da alimentação viva



Vivenciamos o processo de anulação dos sentidos e saberes corporais.

Comemos sem fome! 

Não conhecemos mais os sabores verdadeiros! Nos contentamos com a propaganda publicitária, com o prazer imediato ou com a necessidade de cumprir um horário.

Quebramos” e “consertamos” sob o auxilio de especialistas, os quais entendem somente das peças da máquina a ser reparada. Nos alimentamos de objetos sintéticos, sob o crivo incontestável das indústrias alimentícias e farmacêuticas.

Silenciamos o corpo pelos remédios e o imobilizamos pelo automóvel, elevador, escada rolante, controle remoto, sofá, salas de aula de centros educacionais, computador, escritório... Adoecemos o corpo por ignorância de não sentir o chamado da vida!

Já se perguntou porque estamos agindo dessa forma?

A negação do corpo pelo pensamento cartesiano


Desde o século XVI, quando filósofo e matemático René Descartes trouxe à tona uma visão mecânica e reducionista de mundo, o corpo e a natureza estão sendo explorados e reduzidos à concepção de objetos.

A civilização ocidental contemporânea ainda interpreta o corpo nos parâmetros cartesianos-mecanicistas, portanto, dentro do contexto ilógico que cria a tal sensação de separação da natureza.

Chamamos atenção para o fato da corporeidade ser silenciada em sociedades onde vigora o predomínio da mente humana.

A mente? A mente, sim, mente e muito... rs 

Completamente ignorante de uma realidade mutável e transformadora, torna-nos teleguiados pela sensação de separação do fenômeno da vida.  

A mente do homem moderno, tecnológico e imóvel, é capaz de irradiar uma chuva de enormes problemas e necessidades futuras. Pensamentos incessantes, silêncio inexistente e uma ansiedade  provocadora capaz de intoxicar qualquer corpo saudável.

Com a função do corpo esquecida pelos confortos do sistema urbano-industrial, chamamos atenção para o cuidado de vê-lo como realmente é: 


O corpo é um sistema vivo integral e inter-conectado à grande Teia da Vida.


Para a teoria dos sistemas vivos, todos os seres vivos em equilíbrio são, ao mesmo tempo, auto-organizadores de si próprios e interdependentes entre si na grande cadeia de relações que se estende por todo o Cosmos.

Por este ângulo de visão, o corpo é uma chave interconectada que nunca se esqueceu de onde veio. Recebe bioinformações de todos os seres vivos e ambientes onde se relaciona. Nunca esteve desconectado do grande milagre da Vida. Muito pelo contrário, ELE É o próprio milagre! 

Nascemos, crescemos, vivemos, pulsamos, nos alimentamos, adormecemos, adoecemos, nos regeneramos, morremos. O corpo age em silêncio incessante. Calado e persistente, por vezes demora  uma vida inteira reagindo e nos advertindo, na tentativa de re-conectar nossos hábitos de vida aos princípios da grande Teia da Vida.


Tudo que seu corpo quer é re-conectar-se 
com as energias vivas da natureza imensa e pacífica que nos rege... 

Nos alimentamos com o corpo todo! Desde os ambientes que escolhemos para trabalhar e viver momentos de lazer, até a comida que escolhemos comer.

Um corpo alegre se alimenta de vida! Não adoece jamais... Acreditem!!!

O milagre da vida afeta nosso corpo como um TODO: 
físico, mental, espiritual e emocional



Posso afirmar, pela minha experiência pessoal, que os sete anos de caminhada com a alimentação viva mudaram tudo na minha vida, especialmente minha relação com o corpo.

Hoje, tenho muito mais energia e concentração nas minhas tarefas. Sinto-me mais disposta ao trabalho físico e às atividades externas. Não me lembro a última vez que fiquei doente. Não tenho resfriado há mais de 4 anos. Tudo o que eu tenho é uma imensa vontade de viver em paz e com alegria.

Como resultado da silenciosa mudança corporal, passei a refletir sobre a importância de ouvir o corpo, por senti-lo como uma linda oportunidade de fazer transparecer o milagre da vida que torna a existência possível neste planeta. 

Passei a perceber o corpo como minha principal conexão com as forças da natureza que existem e se movimentam dentro de nós. Nesse momento, sentimos com mais facilidade os campos vibratórios, tornamo-nos mais sensíveis à percepções de ambientes, pessoas e alimentos. 

A intimidade com o corpo tornou-se um passaporte para que eu pudesse re-descobrir a beleza e a profundidade nas coisas mais simples da vida. Transformei-me em uma pessoa mais autêntica, que vive a vida com intensidade e se prende menos aos detalhes que vêm do lado de fora.

O corpo são é um bálsamo que torna o espírito sereno e a mente silenciosa. Uma delicada flor que abre suas pétalas para a espiritualidade e exala o doce perfume da humildade no gesto de compreender a si mesmo.

O milagre da Alimentação Viva: a Era da LUZ


No paradigma quântico da nutrição vital, seres humanos abandonam a categoria de “seres de necessidades” quando os alimentos deixam de ser quantificados por tabelas nutricionais.

Se a vida é uma força dinâmica que nos alimenta, mudar a maneira de pensar permite ampliar os conceitos de alimentação...

O corpo vivo interage, sente, fala e se relaciona com o ambiente onde inserido. Falta-nos apenas entender o chamado do nosso corpo para o equilíbrio vital. Esse chamado também é por alimentos vivos!!!


Biofísicos da atualidade consideram que todos os seres vivos possuem campos de energia. Ocorre que, apenas nos vegetais estes campos conseguem armazenar a energia produzida pela fotossíntese. No biocampo vegetal, essa energia é codificada em fótons (luz) pela “ligação energética carbono-hidrogênio” com os raios solares.

Quando nos alimentamos de vegetais crus, sintetizamos esta luz para absorvê-la e armazená-la em nossos próprios campos de energia. 


A troca de informação só é possível quando os vegetais não foram submetidos ao fogo, nem ao resfriamento que destroem o biocampo e eliminam a vitalidade. A culinária viva, desse modo, surge como uma prática associada à Alimentação Viva.


É nesta relação entre corpo-alimento-ambiente que presenciamos a transformação da vida.

O alimento é o elo de ligação que funciona como mediador da conexão humana com sua matriz original: a terra.

O alimento vivo é, na verdade, um grande interlocutor entre corpo (ecossistema interno) e ambiente (ecossistema externo), pois desenvolve em nós a capacidade de presenciar e vivenciar o milagre da vida.

No final das contas, o corpo agradece!

Com carinho,

Aline Chaves
Pesquisadora dos Ciclos Alimentares e Alquimista de Vegetais Vivos

10 de jul de 2013

Queremos viver com Floresta!!!!

QUEREMOS AGROFLORESTA... PARA VER CRESCER
 NA TERRA FÉRTIL:
UMA FLORESTA DE ALIMENTOS VIVOS
Início da implantação de um sistema agroflorestal
Urbana ou rural? Pequena ou grande? Independente de localização, proporções de tamanho ou técnica utilizada, podemos afirmar que Agrofloresta é antes de tudo: um princípio. 

O princípio do relacionamento humano com a vida vegetal em crescimento através de arte de produzir vida integrada à regeneração de sistemas ecológicos.

A prática da Agrofloresta consiste em re-integração do ser humano e de suas atividades no meio em que vive. Nos envolve com o despertar para nossa verdeira função no planeta: promover e renovar vida em abundância, através da cooperação com as forças da natureza para produzir florestas abundantes em alimentos e matéria orgânica.

Passamos a organizar e enriquecendo sistemas onde a terra é considerada como um ser vivo do qual somos interdependentes. Desse modo, a agrofloresta nos re-introduz à percepção de que somos partes da Grande Teia da Vida.

O agronegócio age no sentido da simplificação (entropia) do sistema original. Com isso, torna agricultores dependentes de insumos externos, contamina lençóis freáticos, extingue nascentes, limita a agrobiodiversidade, homogeneíza paisagens, destrói colônias de microorganismos vivos, enfraquece o solo e, por conseqüência, a produção de alimentos.
Do contrário, sistemas agroflorestais são implementados e manejados com o objetivo de complexificação (sintropia) para construção de estruturas mais complexas, a partir de unidades mais simples.

“A natureza da vida é se disseminar, no tempo e no espaço, de forma contínua.”

Agrofloresta é pesquisar, observar, interagir e se inspirar nos padrões de organização utilizados pela natureza para acumular energia. Estes padrões de sucessão vegetal, diversidade de vida, abundância e cooperação entre espécies, são reproduzidos no planejamento do plantio com o intuito de produzir alimentos com qualidade e abundância.

Na medida em que o sistema se desenvolve,  solo, que torna-se cada vez mais vivo e organizado, inibindo o surgimento de plantas consideradas invasoras. Proporciona, também, um manejo mais simples, pois substitui a capina da enxada (à céu aberto e sol à pino) por facão, observação, intuição e criatividade para adaptação destes princípios ao ecossistema local.

Solo organizado após 3 anos da implementação da agrofloresta. substituição inteligente para aproveitamento agrícola de um antigo pasto de braqueara

A presença de muitas plantas, inclusive árvores, formam uma rede de raízes na terra combinada com uma cobertura vegetal das copas que produzem proteção do solo sobre o impacto da chuva. Com o decorrer da sucessão, o solo fica cada vez mais vivo pela atividade das raízes em associação com microorganismos e pela grande quantidade de matéria orgânica que alimenta a vida do solo (minhoca, centopéia, besouros etc.).
Plantio adensado de vegetação para produção de alimentos com abundância:
em um raio de 1 m² tem mamão, banana, abacate, jussara, pupunha, chuchu...

Como funciona? 

O sistema agroflorestal representa sistemas de produção baseados nos princípios da natureza. Ocorre através de uma simulação dos processos da regeneração espontânea, como uma forma de aceleração destes processos consorciada com a produção de alimentos.


O sistema de agrofloresta precisa das plantas pioneiras, secundárias, transicionais, e primárias plantadas ao mesmo tempo em um espaço relativamente pequeno. Simula assim um consórcio de espécies apropriadas àquele ambiente, cada qual escolhida conforme a função que exerce no sistema, tendo em vista o uso (culinária, lenha, construção, medicinal), o tamanho (estrato rasteiro, baixo, médio, alto e emergente) e o tempo de estágio na sucessão vegetal. Desse modo, ao invés de competição, as plantas apresentam cooperação, crescem juntas e produzem em tempos diversificados, simulando, deste modo, o crescimento de uma floresta.
O sucesso depende do planejamento do plantio, implementação adequada e manejos períodicos (pelo menos de 3 em 3 meses).

As estações de plantio: época das chuvas (novembro a janeiro)

O plantio deve ser realizado em consórcio, tendo em vista o princípio da biodiversidade. Plantam-se juntas todas as plantas do mesmo sistema, pois as de ciclo curto ensinarão às de ciclo mais longo a crescer. Planta-se tudo ao mesmo tempo, pois quem vai substituir a planta retirada é a planta de ciclo mais longo que foi criada por essa mesma que agora vai sair do sistema.
Quando a agrofloresta cumpre sua função final, esgotando a energia e aproveitamento do sistema com a área sombreada, joga-se tudo no chão e recomeça a implementação de um novo sistema agroflorestal. Parte-se, agora, de um sistema de luxo onde ambiente autosuficiente e rico em matéria orgânica, a tal ponto de dispensar qualquer tipo de adubação com material externo.
Esta é um pouco da experiência que vivi ao passar 1 mês trabalhando no sistema agroflorestal no Sítio Arca de Noé implementado pelos agricultores-pesquisadores Victor e Valentine, pessoas maravilhosas com quem tive o prazer de estar junto... Gratidão!!!!

Vitor em ação no manejo agroflorestal!

Valentine e seu facão fazendo manejo das bananeiras

Alimentação Viva: um outro estilo de viver

Afinal, o que é Alimentação Viva para você?  Para nós, não se trata de um hábito alimentar, muito menos de uma dieta. A Alimentação...

Jovens postagens

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O conteúdo deste blog é ofertado aos leitores que desejam aprimorar-se nas práticas da Alimentação Viva e inspirar-se no estilo de vida ecológico.

Agradeço de profundo coração os compartilhamentos que CO-LABORAM para divulgar este trabalho, citando as respectivas fontes e autoria!

Aqui mora um pequeno resumo dos muitos anos dedicados à pesquisa, onde uso o meu próprio corpo como experimento.

Peço gentilmente que não utilizem as nossas publicações para fins comerciais. Só porque não vale à pena promover-se financeiramente às custas do esforço e criatividade alheios.

A Vida vem da Vida!

Com carinho,

Aline Chaves
A moça que planta nas panelas

Licença Creative Commons
Panelas de Capim de Aline Almeida Chaves está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://panelasdecapim.blogspot.com.
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