14 de abr de 2016

A beleza sensível de um Jardim...

A pergunta é: de onde nascem os jardins? 

Como no tudo na vida, o movimento é de dentro para fora. Contração e expansão! 
Os jardineiros sensíveis aprenderam a enxergar grandeza e sinceridade na complexidade original que mistura plantas espontâneas e cultivadas, numa delicada ciranda de aventuras e cores...

Sim, o jardim nasce das almas autênticas que aprenderam a conviver com um outro tipo de beleza: aquela que vibra e reflete a energia do céu na terra para alimentar campos energéticos!

Para conhecer a sensibilidade cativante que dá vida ao jardim, faz-se necessário despir-se do conceito distorcido de beleza plantado dentro da sua cabeça, possivelmente, logo após o seu nascimento.

Nós temos algumas dicas para você chegar lá! Quer ver só?

As frutas são para o lanchinho durante o trabalho de jardinagem...

Passo 1: desprender-se do conceito distorcido de beleza


Ah!!! Se, ao acaso de algum dia... conseguirmos abandonar o pré-conceito que condiciona momentos de aconchego e satisfação no vislumbre de um pasto ensolarado!!!

Ninguém fala muito sobre isso. Mas, é importante refletir sobre como a cultura dominante introduziu uma ótica domesticada em nossa memória afetiva...

Ainda é muito comum pessoas admirarem um "paraíso estéril", sem vida, sem seiva, sem canto.

Paraísos existem e cantam, nós é que deixamos de reconhecê-los. Nós é que deixamos de permitir que eles se formassem à nossa frente. Uma visão cômoda e distorcida de como "deve ser" a natureza ainda faz muita gente detonar imensas variedades de plantas espontâneas. Sim, porque sustenta-se a visão de que mato é coisa suja. Então, limpa tudo e planta grama. Uma roseira aqui, outra acolá... Bem arrumadinho, esterilizado e cheio de "remedinho" que é para a formiga não passar e carregar tudo.


A questão é a seguinte:

Qual a finalidade de reproduzir o padrão europeu de organização em um ecossistema que sonha com a biodiversidade original? Até formiga sabe que não faz sentido algum! Não é a toa que ela carrega... e sai cortando tudo. Não é mesmo? rs

Que tal produzir o seu próprio jardim silvestre, autêntico e original?

A beleza viva é fonte irradiante de energia! Aprender a percebê-la, respeitá-la e respira-la, é o que nos torna mais fortes e sadios. Portanto, não se contente com qualquer coisa.

Passo 2: ensine o seu jardim a ser funcional...


Compreenda que toda beleza tem uma função na natureza... Nada existe por acaso. Tem sempre um mato simpático que nasce insistentemente no mesmo lugar e exerce uma certa função. Mas, se você arranca, é porque ainda não aprendeu a ver beleza nele.



Nunca acredite na imagem de um jardim geometricamente quadrado e intocável pelas mucosas da boca. Estou falando daquele monte de plantas tóxicas rodeando a sua casa. Não, não existe beleza aí...

Se você vive na mata atlântica, por exemplo, tem que aprender a reconhecer beleza na mata atlântica e conectá-la com paisagem comestível.  Se você vive no Cerrado, Pantanal, Amazônia, Veredas, Caatinga... faça o mesmo!
As flores de cosmos são comestíveis
Colônia, Pacová ou Falso Cardamomo... também oferece flores comestíveis

Pesquise e converse com o lugar onde você mora! Sinta quem vai ser plantado ou será permitido nascer espontaneamente nesse lugar. Há esmera satisfação e profunda troca energética entre o dar e o receber. 

Jurubeba, lavanda, capim limão, fortuna, canela de velho, vinagreira, anis, alfacava, alfavacão cravo, malvaviscos, hibiscos, albinas, menta, hortelã, poejo, babosa, fortuna, saião, saião azul, trapoeraba verde, trapoeraba rôxa, maria sem vergonha, trevo, manjericão, cosmos de várias cores, pacová, cúrcuma, mamão, centelha asiática, gervão rôxo... e muitas outras que não devo estar lembrando nesse momento...

Para saber mais, visitem os posts:

- Flores comestíveis:
http://panelasdecapim.blogspot.com/2013/04/maravilhoso-mundo-das-flores-comestiveis.html
- Horta Selvagem:
- Folhas para o Suco de Clorofila:
http://panelasdecapim.blogspot.com/2013/04/identificacao-de-algumas-folhas.html

 

Passo 3: valorize as bordas do sistema


Qual o problema da geometria retilínea do Euclides?

Perdoem-me os matemáticos, mas a retidão linear é tão perfeita que não respira. O jardim se aborrece com tanta chatice.

A natureza se organiza por geometria sagrada: círculos, encontros entre círculos, amêndoas místicas e espirais! Repara só quantas bordas tudo tem... os desenhos das folhas, das pétalas das flores, da organização dos frutos, do corpo da semente... Tudo querendo ser circular!!!

Um espiral para muitas ervas
Portanto, seu jardim quer ser arredondado! Quanto mais livres e circulares os seus canteiros, mais energia circula. Mais água balança e dança na relva humilde... conduzindo eletricidade telúrica por todos os cantos e produzindo vida em abundância. 

Esta é uma lógica muito interessante. Não fui eu quem inventei, não. É mais velha do que andar para frente. A natureza fala por meio das bordas. Este é um princípio magnífico da permacultura...

Passo 4: desfrute encantamento no belo que te alimenta 

 Observe quantos matizes de verde diferentes esse jardim possui!!! 



Este Jardim Comestível vive na entrada da cruzinha aqui de casa. Eu acho ele fofíssimo! Tenho muita gratidão por ele.

Fornece beleza aos olhos, alimento para flores, abelhas, minhocas, borboletas, formigas e pássaros (eu não sou egoísta). Também dá folhas e flores comestíveis, ervas cheirosas para temperar meu alimento diário, além de medicamentos anti-inflamatórios para picadas de insetos e pequenos acidentes domésticos.

O Jardim também dá suporte à minha produção de cosméticos naturebas, banhos de cheiro, temperos desidratados, incensos silvestres e pesquisas alquímicas com produção de tinturas herbais e florais. 



Ainda por cima, permite que eu faça meditação na irrigação e exercícios de alongamento e respiração quando vou “arrumá-lo”. 
Irrigação sob a ótica impressionista de Claude Monet (Esta foto saiu interessante mesmo! rs)
Porém, muita gente olha meu jardim e ainda vê um monte de mato misturado e sem graça (olha o conceito distorcido de beleza, aí). rs rs rs

A beleza silvestre e original é fonte de energia luminosa que alimenta os nossos campos energéticos. Quando você aprende a associa-la com plantas úteis, vira uma festa. É uma vitalidade amorosa que cativa.

Quando você percebe isso na prática, pode-se dizer que adquiriu consciência sensível para conhecer e inventar um jardim!

Espero que seja logo, tá!!! rs

Com carinho do fundo do peito,

Aline Chaves
Pesquisadora dos ciclos alimentares e alquimista de vegetais vivos

2 comentários :

  1. Obrigada por transmitir essa energia linda de suas vivencias Aline, leio sempre o panelas, me ajudou e me ajuda muito, sempre procuro apresenta lo á outras pessoas também, o mundo tem que te conhecer. Porque parou de fazer vídeos? Tem planos de voltar a postar vídeos ?

    ResponderExcluir
  2. Obrigada por transmitir essa energia linda de suas vivencias Aline, leio sempre o panelas, me ajudou e me ajuda muito, sempre procuro apresenta lo á outras pessoas também, o mundo tem que te conhecer. Porque parou de fazer vídeos? Tem planos de voltar a postar vídeos ?

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Peço gentilmente que não utilizem as nossas publicações para fins comerciais. Só porque não vale à pena promover-se financeiramente às custas do esforço e criatividade alheios.

A Vida vem da Vida!

Com carinho,

Aline Chaves
A moça que planta nas panelas

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