24 de abr de 2015

O saber e medicina das plantas


Há bilhões de anos, um mesmo sopro de vida é entoado no relacionamento ancestral entre seres vivos que compartilham do mesmo ar, da mesma água... da mesma TERRA!

Somos parte deste relacionamento. Portanto, nenhuma planta cresce próxima a você, por acaso!!! Todas têm a sua função e o seu tempo certo de aparecer. Nosso corpo sabe disso.

 



"Um outro tipo de sabedoria vegetal"

É certo que todas as plantas possuem a sua própria medicina. Dos mais simples alimentos cotidianos (beterraba, cenoura, salsinha, alface) àquelas com princípios ativos mais fortes (babosa, arnica, aroreira). São diversos exemplos e funções. Todas produzirão algum resultado, em algum momento.

Agora, verdade seja dita! Dêem especial atenção às plantas espontâneas crescendo em volta da sua casa... Procure descobrir a mensagem delas para você. 

Há plantas silvestres nascendo nos centros das cidades, em qualquer canto que vibre a força da vida. Um pequeno resumo da sabedoria que envolve o lugar onde você mora!

Quando você acessa esta informação viva, fica mais sábio para lidar com as intempéries, movimentos e processos de mudanças.

Plantas selvagens


As plantas selvagens contém todo o mistério da vida! São as relvas humildes dos essênios. Estes seres do chão constantemente pisados, arrancados e ignorados... são, na verdade, intermediários de forças incríveis.

Quando as trazemos para perto, sintetizamos:
  •  a força do Céu (folhas apontadas para o alto); e
  •  a firmeza constante da Terra (raízes conhecedoras das profundezas).

Ao nos relacionar com uma planta espontânea, somos capazes de acessar toda a função complexificadora nela contida. Elas são criativas porque desejam complexificar a vida, trazendo mais diversidade aos ambientes.


Estas plantas nascem sozinhas. São vivas, mágicas e fabulosas!!! Estão reunidas na intenção ecofisiológica de re-generar e organizar o ecossistema do entorno onde nasceram. Agora, lembre-se que você está dentro dele e faz parte de todo esse processo. 

Aqui é a Unidade da vida!

Portanto, quanto mais acinzentado, cimentado e esterilizado que seja o seu quintal, elas surgem! Acredite!!!

O Reino Vegetal vem, portanto, auxiliar-nos nesta retomada de equilíbrio e discernimento. Ele é a expressão da terra criativa, a vestimenta que desce à pele da Mãe Terrena, envolvendo todo o corpo eterno da natureza.


ATENÇÃO: só tenha o cuidado de identificá-las. No suco de clorofila, é importante utilizar somente as folhas que listamos no link acima. Um corpo saudável não necessita acessar princípios medicinais muito ativos, senão corre o risco de desogarnizar-se internamente.

Quando mais você se relaciona com este tipo de informação, mais conectado você fica! Isso significa que, muito maior que a cura física, é a função de despertar consciências e expandir campos energéticos bloqueados.

 

 O poder de despertar consciências

A questão está na capacidade de perceber as plantas espontâneas como nossas companheiras, protagonistas da mesma história que nós estamos vivendo... Nunca como simples objetos a servir nossas necessidades.

Precisamos nos despir da categoria de “seres de necessidades” para nos tornar "seres de relações". Só assim passaremos a compreender que a vida é uma força dinâmica que nos alimenta de energia!

Você é um Ser vivo, integral, com autonomia e liberdade para se relacionar com outros seres vivos. Este relacionamento transcende TUDO o que somos capazes de diagnosticar e compreender racionalmente.

Nesse momento, acabam as perguntas originadas pela visão utilitarista da natureza:

Para quê servem estas plantas espontâneas?

O corpo vivo é capaz de estabelecer trocas de energia e informação. Portanto, basta um olhar, um toque, uma conexão. Enquanto interagimos, sentimos, falamos... estamos nos relacionando com outros seres vivos e com o ambiente onde inseridos.

Através da troca de energia e informação, esses vegetais vivos são capazes de resgatar nossa consciência de conexão com os registros descritos na grande Teia da Vida. Registros estes, impressos nas nossas células, sensações e intuições...

Portanto, cada planta tem seu saber e sua medicina... Todas promovem algum tipo de cura, a qual na maioria das vezes transcende o nível físico. Elas querem acordar seu íntimo, a sabedoria que mora no seu coração.

Você só precisa descobrir o que elas tem a dizer! Relacionando-se com elas...


Na forma de paisagens, alimentos ou princípios ativos medicinais (banhos, escalda pés, chás, cataplasmas, homeopatia, óleos essenciais, florais)... Os vegetais nos acolhem e nos reintegram às forças da natureza.

Devolvem-nos, pouco a pouco, a sabedoria nativa e a liberdade criativa, próprias da nossa própria espécie, com a qual eles convivem há milhares de anos.

O nome disso é generosidade! Sinta-a no coração da próxima vez que um vegetal lhe chamar atenção no caminho por onde você passa todos os dias...

Com carinho,

Aline Chaves
Educadora para a Sustentabilidade

Uma outra forma de conectar com os matos do quintal? 
Veja também o nosso post: Outono, a floração da relva humilde!

4 comentários :

  1. Muiiito Bom Hermana - Natureza!
    Bom Trabalho Sempre!

    ResponderExcluir
  2. Que postagem interessante! Vou observar melhor as plantas.

    ResponderExcluir
  3. Aline, ler seu blog sempre abre minha mente.
    O que tristemente vejo por aí são cada vez mais "modinhas" que não compartilham a vida, mas o "cru", a "alta gastronomia", etc... e seu blog sempre me mantem bem informada! Grata <3
    Falando nisso Aline, gostaria de saber sua opinião sobre a 'limpeza do fígado', enemas, enemas de café, enemas de limão, etc... você é adepta? Qual é sua opinião sobre essas coisas? Eu gostaria de lê-la porque respeito muito sua opinião e sei que seu olhar sobre a vida é muito sensível e sábio.
    Grata!

    Consuelo

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    Respostas
    1. Oi, Querida!

      Fui agraciada pela sua mensagem... Partilho dos mesmos sentimentos que você. Acredito no Alimento Vivo como uma forma de liberdade, de enxergar mais beleza, mais cores, de fazer mais sentido na vida.

      Nossa! Eu até me senti mais antiga, depois da sua manifestação... rs Então, lá vai:

      No início do processo de adaptação à Alimentação Viva, eu fazia uma média de 2 a 3 lavagens intestinais por semestre. Usava só água morna ou água com grama de trigo coada no voal. Estava limpando e preparando meu corpo para uma nova história.

      Atualmente, o ritmo é menor: uma ou duas vezes por ano. Faço a lavagem com água morna quando sinto falta de clareza mental ou alguma desorganização do corpo.

      Nunca usei café, nem limão na lavagem.

      Mais detalhes sobre o processo de autocuidado:
      http://panelasdecapim.blogspot.com/2013/02/praticas-de-auto-cuidado.html

      Um beijo e sucesso na sua pesquisa!

      Excluir

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O conteúdo deste blog é ofertado aos leitores que desejam aprimorar-se nas práticas da Alimentação Viva e inspirar-se no estilo de vida ecológico.

Agradeço de profundo coração os compartilhamentos que CO-LABORAM para divulgar este trabalho, citando as respectivas fontes e autoria!

Aqui mora um pequeno resumo dos muitos anos dedicados à pesquisa, onde uso o meu próprio corpo como experimento.

Peço gentilmente que não utilizem as nossas publicações para fins comerciais. Só porque não vale à pena promover-se financeiramente às custas do esforço e criatividade alheios.

A Vida vem da Vida!

Com carinho,

Aline Chaves
A moça que planta nas panelas

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Panelas de Capim de Aline Almeida Chaves está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://panelasdecapim.blogspot.com.
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