7 de fev de 2014

Por todas as nossas relações!!!

Mitakuye Oyasin
Por todas as nossas relações
(Nação Índígena Lakota)

A física clássica plantou o materialismo como verdade. Desde então, nossas relações adquiriram o tom da superficialidade.

Se todo o dom da vida se resume à matéria, felicidade restringe-se à aparência externa das coisas.

Ao ostentar êxtases de alegria e realização no conforto sedentário de uma vida sem motivo... Perdemos a capacidade de nos emocionar com a essência dos acontecimentos diários. 

E, frise-se: essência não é uma nova marca de perfume!
vontade de ver estrelas; comer fruta madura bem devagarzinho; acordar de madrugada para receber o sol de manhã... Reparou que a vida te sorri a cada instante de presença?

Emoção, palavra que vem do latim movere e quer dizer mover-se para o outro. Aquele que não se se emociona, não se move para fora e passa a esconder suas emoções na intimidade do corpo, a comprimir sua expressividade na rigidez dos músculos, na falta de criatividade e na dificuldade de se relacionar.

Quem não presta atenção na vida como ela é... torna-se incapaz de valorizar o que tem à disposição. Perde a capacidade de perceber o que de fato é real. Não se emociona.

Por que estamos dizendo isso tudo? 

Matamos nossos sonhos porque não aprendemos a ser criativos. Não sabemos nos relacionar com ambientes, quiçá desvendaremos sua vocação. Não criamos para viver... porque não sabemos ser simples. 

A finalidade do lucro excessivo compra muitas coisas... Porém, tornou-se inconsequente esmagadora dos sonhos, da inocência, da liberdade e da expressão autêntica!

Compramos a felicidade, perdemos nossa saúde e ficamos alienados em relação aos ambientes em que vivemos.

A maior parte das pessoas vive relações de consumo. Além de objetos, também consumimos pessoas, comida, animais, plantas. Nos apropriamos dos outros com uma situação de vantagem porque estamos pagando por isso.

Hoje, muitas relações se resumem na prestação de serviços diversos (alimentação, moradia, ensino, trabalho, lazer, turismo e até mesmo a cura).

O mercantilismo da vida moderna torna pessoas invisíveis:

Você se lembra do rosto do último assessorista de elevador?

Conhece o carteiro que entrega suas correspondências?

Lembra de quem sentou ao seu lado no ônibus?

Mudemos de história! Façamos com o coração 

Ofertar nossa função ao planeta é realizar nosso trabalho de maneira digna, viver o estado de presença confiante na sabedoria divina e ser consciente do valor de cada um...

Buscar a troca de energias nas relações é melhor do que consumir os outros ou deixar que sejamos consumidos por todos.


Alimentação Viva: despertar para outras relações

Despertamos para a simplicidade como estilo de viver, pois passamos a selecionar as relações que queremos para as nossas vidas! Quanto menos necessidades nós temos, com mais intensidade vivemos!

Queremos mostrar que nos fortalecemos quando estamos conscientes de todas as nossas relações!!!!! As relações que temos com as energias vivas que brotam em todo canto...


Relacionar-se com as forças da natureza nos conecta à fontes interligadas de vida em expansão.

As forças da vida eterna emitem a vibrações de amor e gratidão... e acordam nossa essência original. Elas nos alimentam, engrandecem a paz interior, nos fazem crescer e ser autênticos.

Para nós, esta é a função da Alimentação Viva! Ensinar que alimento também é uma forma de relação...

A Alimentação Viva sugere uma mudança de padrão, uma forma de viver de novo aqui e agora... nesta mesma história!

Nossos alimentos não são objetos! 

O nosso alimento é sagrado, pois nosso alimento é a própria vida em expansão.

Nosso alimento é ser amoroso com os outros...

É manter contato com os elementos da natureza: AR, ÁGUA, SOL, TERRA; é ter responsabilidade pela própria vida; é ser música em silêncio; é alegrar o corpo com os frutos da terra: a semente que germina, brota... e se refaz; na raiz que emana a força da terra fértil; ou no fruto que a sabedoria vegetal suspendeu no ar para conhecer a luz do sol.


Nos alimentamos das relações que temos com a vida!

Somente teremos profundidade quando dedicarmos nosso tempo precioso para refletir sobre como estamos vivendo separados de nossa origem cósmica. Enquanto isso não acontecer, continuaremos com os discursos rasos que não ouvem corações e com a fala vazia de quem não tem ousadia.

Ao assumir a postura de dar o primeiro passo, esbarraremos em muita gente que ainda confunde simplicidade com pobreza, escolha de vida com radicalismo, mudança de padrão com isolamento.

Não aprender o que a vida ensina... Isso sim é sinal de pobreza!  Precisamos correr o risco de praticar o que falamos. Partir para a muda-dança... e fazer tudo o que temos vontade sincera.

Na mediocridade de uma vida sem sentido, sem sonho e sem poesia, o pior é ter razão.
Ter razão é esquecer de ser feliz e 
de deixar que os outros sejam felizes...


Cada um no seu tempo, ao seu modo, do seu jeito... na grande colcha de retalhos que chamamos de  Biodiversidade (a grande diversidade da vida).

Definitivamente, tudo o que nós precisamos é aprender a nos motivar pelo AMOR.

Com carinho,

Aline Chaves e as Panelas de Capim

ORAÇÃO DOS ÍNDIOS HOPI

“Vocês andaram dizendo às pessoas que esta é a Décima Primeira Hora.
Agora vocês precisam voltar e dizer a essas pessoas que a Hora é agora.

E que há coisas a serem consideradas:
Onde vocês estão morando?
O que vocês estão fazendo?
Quais são os seus relacionamentos?
Vocês estão em boas relações?
Onde está a água de vocês?

Conheçam o seu quintal.
É o momento de falarem a sua Verdade.
Formem as suas comunidades.
Sejam bons uns com os outros.
E não procurem fora de vocês pelo líder.
Este poderia ser um tempo muito bom!

Há um rio que agora está correndo muito rápido.
Ele é tão grande e ágil que chegará a assustar alguns.
Esses vão tentar ficar na margem,
e se sentirão como que deixamos de lado, e vão sofrer muito.
Saibam, o rio tem o seu destino.
Os anciãos dizem que precisamos deixar a margem,
saltar para o meio do rio,
manter os olhos bem abertos e as cabeças acima da água.

Veja quem está lá dentro com vocês e celebrem.
Neste momento da história, não devemos fazer nada sozinhos,
no mínimo entre nós mesmos.
Quando fazemos, nosso crescimento e jornada espiritual tem uma parada.
O tempo do lobo solitário acabou. Reúnam-se!

Abandonem a palavra esforço, conflito, da sua atitude e do seu vocabulário.

Tudo o que fizermos agora, precisa ser feito de uma maneira sagrada
e em celebração.

Nós somos aqueles que nós mesmos estávamos esperando”.

7 comentários :

  1. Tenho me sentido assim. Com necessidade de viver uma vida mais verdadeira, urgentemente!!! :)

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    1. Isso é um sentimento compartilhado por todos nós!!!

      Paz no coração,
      Saúde no corpo são!

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  2. Aline, seus post são maravilhosos porque bate fundo no meu coração. Me faz pensar no rumo e sentido que tenho dado a minha vida. Sigo, por enquanto, na disciplina da alimentação viva pra fortalecer o meu interior e todas as dimensões das relações que estou envolvida. Ainda terei coragem de seguir o rumo total da natureza. Gratidão pelas reflexões.

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    1. AHOOÔOO, Nubia!!!

      Fico muito feliz por isso!

      beijos para você

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  3. Também vou viver como você,pode demorar um pouco mais já dei o passo inicial.mas uma coisa que me deixa meio com medo é a reação da minha família.eles são do tipo que vivem na frente da televisão,não enxergão a natureza maravilhosa no redor..eu vi que tinha algo errado quando li um livro de Mark Boyle O Homem sem grana e comecei a pesquisar vida fora do sistema.viver da natureza como você...Parabéns pelo blog

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    1. Olá!

      Parabéns pelo primeiro passo!

      Fique sabendo que fui criada por uma família extremamente convencional, do tipo 1 televisão por cômodo, rs!

      Hoje, moro em outra cidade, mas minha relação com a família é de profundo AMOR e GRATIDÃO.

      A PAZ esteja CONTIGO!

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  4. Aline que texto maravilhoso! De reconforto, reencontro e Amor! Gratidão querida!

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O conteúdo deste blog é ofertado aos leitores que desejam aprimorar-se nas práticas da Alimentação Viva e inspirar-se no estilo de vida ecológico.

Agradeço de profundo coração os compartilhamentos que CO-LABORAM para divulgar este trabalho, citando as respectivas fontes e autoria!

Aqui mora um pequeno resumo dos muitos anos dedicados à pesquisa, onde uso o meu próprio corpo como experimento.

Peço gentilmente que não utilizem as nossas publicações para fins comerciais. Só porque não vale à pena promover-se financeiramente às custas do esforço e criatividade alheios.

A Vida vem da Vida!

Com carinho,

Aline Chaves
A moça que planta nas panelas

Licença Creative Commons
Panelas de Capim de Aline Almeida Chaves está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://panelasdecapim.blogspot.com.
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