Não conhecemos mais os sabores verdadeiros! Nos contentamos com a propaganda publicitária, com o prazer imediato ou com a necessidade de cumprir um horário.
Quebramos” e “consertamos” sob o auxilio de especialistas, os quais entendem somente das peças da máquina a ser reparada. Nos alimentamos de objetos sintéticos, sob o crivo incontestável das indústrias alimentícias e farmacêuticas.
Silenciamos o corpo pelos remédios e o imobilizamos pelo automóvel, elevador, escada rolante, controle remoto, sofá, salas de aula de centros educacionais, computador, escritório... Adoecemos o corpo por ignorância de não sentir o chamado da vida!
Já se perguntou porque estamos agindo dessa forma?
A negação do corpo pelo pensamento cartesiano
Desde o século XVI, quando filósofo e matemático René Descartes trouxe à tona uma visão mecânica e reducionista de mundo, o corpo e a natureza estão sendo explorados e reduzidos à concepção de objetos.
A civilização ocidental contemporânea ainda interpreta o corpo nos parâmetros cartesianos-mecanicistas, portanto, dentro do contexto ilógico que cria a tal sensação de separação da natureza.
Chamamos atenção para o fato da corporeidade ser silenciada em sociedades onde vigora o predomínio da mente humana.
O corpo é um sistema vivo integral e inter-conectado à grande Teia da Vida.
Posso afirmar, pela minha experiência pessoal, que os sete anos de caminhada com a alimentação viva mudaram tudo na minha vida, especialmente minha relação com o corpo.
Hoje, tenho muito mais energia e concentração nas minhas tarefas. Sinto-me mais disposta ao trabalho físico e às atividades externas. Não me lembro a última vez que fiquei doente. Não tenho resfriado há mais de 4 anos. Tudo o que eu tenho é uma imensa vontade de viver em paz e com alegria.
Como resultado da silenciosa mudança corporal, passei a refletir sobre a importância de ouvir o corpo, por senti-lo como uma linda oportunidade de fazer transparecer o milagre da vida que torna a existência possível neste planeta.
Passei a perceber o corpo como minha principal conexão com as forças da natureza que existem e se movimentam dentro de nós. Nesse momento, sentimos com mais facilidade os campos vibratórios, tornamo-nos mais sensíveis à percepções de ambientes, pessoas e alimentos.
A intimidade com o corpo tornou-se um passaporte para que eu pudesse re-descobrir a beleza e a profundidade nas coisas mais simples da vida. Transformei-me em uma pessoa mais autêntica, que vive a vida com intensidade e se prende menos aos detalhes que vêm do lado de fora.
O corpo são é um bálsamo que torna o espírito sereno e a mente silenciosa. Uma delicada flor que abre suas pétalas para a espiritualidade e exala o doce perfume da humildade no gesto de compreender a si mesmo.
O milagre da Alimentação Viva: a Era da LUZ
Se a vida é uma força dinâmica que nos alimenta, mudar a maneira de pensar permite ampliar os conceitos de alimentação...
O corpo vivo interage, sente, fala e se relaciona com o ambiente onde inserido. Falta-nos apenas entender o chamado do nosso corpo para o equilíbrio vital. Esse chamado também é por alimentos vivos!!!
Quando nos alimentamos de vegetais crus, sintetizamos esta luz para absorvê-la e armazená-la em nossos próprios campos de energia.
A troca de informação só é possível quando os vegetais não foram submetidos ao fogo, nem ao resfriamento que destroem o biocampo e eliminam a vitalidade. A culinária viva, desse modo, surge como uma prática associada à Alimentação Viva.
É nesta relação entre corpo-alimento-ambiente que presenciamos a transformação da vida.
O alimento é o elo de ligação que funciona como mediador da conexão humana com sua matriz original: a terra.
O alimento vivo é, na verdade, um grande interlocutor entre corpo (ecossistema interno) e ambiente (ecossistema externo), pois desenvolve em nós a capacidade de presenciar e vivenciar o milagre da vida.
No final das contas, o corpo agradece!
Com carinho,
Aline Chaves
Pesquisadora dos Ciclos Alimentares e Alquimista de Vegetais Vivos
Olá Aline
ResponderExcluirTive contato com o seu blog atraves do facebook, estou adorando suas publicações e tenho refletido muito sobre o vegetarianismo com alimentos crus. Eu sou vegetariana a 5 anos mas minha alimentação é a base de cozidos, leites, ovos e pouca coisa crus. Mas percebo no dia a dia que estou lenta, ficando cada vez mais passiva, preguiçosa. Observei em umas de suas publicaçoes que o alimento cru desperta os sentidos, e isso esta me motivando a incluir cada vez mais em minha alimentação os alimentos crus. Me tire uma duvida,quando se alimenta de alimentos crus tem que ser somente cru o tempo todo? sempre comer alimentos crus em todas as refeições? Porque pra mim o mais dificil seria ficar sem comer o arroz integral com o feijão que são alimentos cozidos.
Voce esta de parabens pelo blog e pela opçao de vida que tem.
Namaste!!
Rosemeire Pires
Olá Rosemeire!!!
ExcluirQue bom que estas Panelas estão servindo de inspiração para você...
Sobre a utilização dos alimentos crus, a melhor dica é deixar sua liberdade correr no rio da vida...
Tá certo que os alimentos crus tem mais cor, mais sabor, mais vitalidade!!! São alcalinos e renovam todo o nosso histórico alimentar (inclusive alterando o nosso paladar)!!!
Mas, não tem nada mais importante do que sua liberdade de escolha!!! Permita-se!!! Chamamos isso de metodologia da realidade!
Portanto, vá adicionando os vegetais crus na sua alimentação, conforme seus próprios instintos. Observe-se! Verá com o tempo (e uma boa dose de sensibilidade nos temperos e ervas frescas, rs) que eles estarão mais presentes do que imagina.
E tem mais, quem abre caminhos para a alimentação viva são as sementes germinadas...
http://panelasdecapim.blogspot.com.br/2013/04/vamos-germinar.html
Abuse delas... e Boa sorte!
Com carinho,
Aline Chaves
Postagem linda... Leio várias postagens aqui por causa do face e só hoje vi que tem o mesmo nome que eu.
ResponderExcluirParabéns!
;*
Oi Aline!
ExcluirGratidão!!! Felicidades para ti!